07 junho 2019

TEXTO | a autoestima é um só processo (mas você vai passar por ele várias vezes)

2013 foi um dos piores anos da minha vida. Foi a primeira vez que eu troquei de escola e, pra melhorar, foi bem no ano em que eu ia começar o bendito ensino médio. A escola, muito maior do que a minha anterior, me fazia sentir pequena e consequentemente a cada dia que passava eu me escondia mais ainda. Nessa época, eu usava um óculos quadradinho, cor de rosa e pequenino - pra combinar com a autoestima.

Em contraponto, 2014 foi um dos melhores anos. É por causa dele e do ano seguinte que, até hoje, eu tenho um carinho especial pela escola na qual cursei o ensino médio. Esse foi o ano em que tudo se alinhou. Pela primeira vez eu aprendi a excluir tudo aquilo que não me acrescentava nada. Foi o ano em que eu conheci e/ou me aproximei mais ainda de pessoas que são as minhas melhores amigas até agora. Foi o ano em que conheci, entendi e me aliei de vez ao feminismo e a coisa mais importante de todas: foi o ano em que aprendi a me olhar no espelho e me amar por inteirinho. Junto com tudo isso, 2014 também foi o ano em que eu troquei aquele óculos cor-de-rosa por lentes de contato e, sem querer, acabei associando elas com a minha autoestima. Eu não tinha percebido isso. 

Até agora.

Em maio desse ano as lentes começaram a me incomodar, o olho começou a doer e chegou um momento em que a dor ficou insuportável, o que me levou a, claro, consultar a oftalmologista. Depois desse rolê todo (lê-se: consulta) descobri que eu usava as lentes de contato por muito tempo e o meu olho não conseguia se lubrificar. Ficou decidido, então, que eu precisava voltar com o óculos, pelo menos por um tempinho, só para descansar a visão. Então lá fui eu, de mãos dadas com os meus 6,5 graus de miopia (+1 de astigmatismo) escolher um óculos após cinco anos sem nem querer saber deles. 

Escolhi, encomendei e chegou. E aí, migas, é que a coisa ficou feia: percebi que aquela Gabriela insegura de 2013 ainda vive aqui dentro e foi só colocar o óculos de grau no meu rosto para ela dar as caras. Me olhei no espelho e chorei muito. Foi como se, em um segundo, todos esses anos construindo o meu amor próprio tivessem sido em vão. Como se um objeto pequenino e leve como um óculos de grau pudesse tirar todo o meu poder de mim.

Eu me senti vulnerável e pequena de novo e perguntei para mim mesma como que alguém que tá sempre discursando sobre autoestima por aí se deixa abalar com algo tão minúsculo. E aí, a resposta apareceu bem rápido: a autoestima não é um ponto de chegada e dar de cara com ela uma vez não é o mesmo que conseguir mantê-la por perto todos os dias. O amor próprio, na verdade, é como todos os outros sentimentos bons que sentimos: eles são parte do nosso caminho, possuem altos e baixos e devemos constantemente fazer o nosso melhor para estarmos sempre pertinho dessas sensações, mas não é tão fácil quanto parece.

Eu achava que uma vez conquistada, ela estaria comigo pra sempre. Eu achava que ela era inquebrável e permanente, só que não. A autoestima, eu concluí, é um processo pelo qual a gente passa não uma, não duas, mas diversas vezes durante a vida. Em 2013 eu tive minhas experiências com esse processo, em 2014 outra totalmente diferente e agora, em 2019, recebi um chacoalho novamente. E tudo bem, sabe? Porque depois de refletir bastante, ficou claro que tudo isso é sobre o nosso interior e não o exterior necessariamente. Bobo, eu sei. Eu também achei que eu já sabia disso. Mas na prática, o óculos de grau me ensinou que não. Eu entendi que, mais do que tudo, autoestima é sobre se olhar com carinho, afinal de contas, somos nós quem mandamos para o nosso corpo os sinais sobre como ele deve se sentir e se já nos enxergamos com ódio e tristeza, é essa a mensagem que ele irá receber. 

Autoestima é sobre enxergar com amor até as características que você não aprecia tanto assim. É sobre se ver com menos julgamento e mais afeto. É sobre saber que é esse corpo, com todas as suas perfeições, imperfeições (e adereços, no meu caso) que te carregou para todos os lugares aos quais vocês já chegou e que vai te levar para todos os lugares em que você ainda vai chegar. É sobre andar de cabeça erguida sabendo que como você se parece jamais deve definir como você se sente sobre si mesma. É saber que, na verdade, é exatamente o contrário. É  também entender que você, provavelmente, não vai se sentir excepcionalmente bonita 24 horas por dia 365 dias por ano, mas mesmo assim, que deve se enxergar com carinho já que é esse olhar afetivo que vai, um dia, te fazer se ver como alguém incrivelmente suficiente no espelho. 

Eu ainda não me sinto 100% bonita com o meu óculos, mas tenho treinado olhar o meu reflexo com mais apreço e ternura e eu garanto que tenho me sentido melhor. Compreendi que o amor próprio é um processo, que ele faz parte do meu caminho, e defini que eu estou 100% disposta a embarcar nessa aventura mais uma vez, afinal, eu sei o quanto se ver de forma mais afetuosa faz bem. Por essas e outras que eu te convido a entrar nessa aventura comigo. Vamos aprendendo a amar os nossos detalhes devagarinho, mas vamos juntas nessa, que tal?


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46 comentários:

  1. muito obrigada minha querida! é verdade! =)
    amei este texto!
    sem duvida que vou começar a seguir <3

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  2. amor próprio não é algo fácil, é um processo diário, que pode levar um bom tempo, mas é algo que vale muito a pena, se conhecer mais a cada dia que passa e vencer inseguranças...


    Folhas De Netuno

    Folhas De Netuno

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  3. que texto maravilhoso!
    realmente, a autoestima é algo que temos que conquistar diariamente, não é tão simples como às vezes parece ser.
    obrigado por este post

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  4. E ai de nós se não passar, é um processo que precisamos reviver pois sempre mudamos e quando vivenciamos tudo novamente aproveitamos coisas que não aproveitamos naquele antigo momento, eu super amei tuas palavras. E pensando mais longe , tudo costuma ser assim né, passamos tantas emoções repetidas na vida e isso é bom que crescemos com ela e vemos o quanto amadurecemos.

    Eu entro nessa contigo eu tenho aprendido me amar nessa maternidade, eu me incomodo com a barriga, com os quilos a mais, na minha cabeça nada será como antes (e não será mesmo) kkkkkk e tenho aprendido a me amar e aceitar com cada acontecimento.

    pra um sexta feira em casa que na verdade queria estar no bar bebendo foi um texto tapa de luva. AMEI mesmo!

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    1. Sim, verdade Si! Tudo é assim mesmo, não tinha parado pra pensar, mas são processos que realmente nunca acabam (ou acabam e se repetem alguns anos depois). Imagino que esteja sendo uma constante luta pra ti, né? O teu corpo, teu humor, enfim, tudo deve mudar drasticamente nesse período e eu fico feliz demais que tu esteja conseguindo amar essa tua nova fase! <3

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  5. O ponto principal é gostar de nós mesmo e sempre acreditar!

    Beijos
    Pâmela Sensato

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  6. Verdade, Gabriela! temos que conquistar a autoestima todos os dias, é um processo de nossa evolução quanto seres humanos.

    Beijinhos, flor! ;)

    Proseando num dia

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  7. Estou deixando este comentário para dizer que gostei bastante do que acebei de ler aqui neste artigo, inclusive já salvei até meu navegador em meus favoritos.
    Abraços Arapiraca da sorte

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  8. Realmente autoestima é um tijolinho colocado a cada dia. Eu percebi lendo seu texto que é muito sobre: se amar não porque... mas sim se amar apesar de. Enfim, sigamos nesse caminho.
    Já adorei o blog, abraços!

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  9. Que sensibilidade para visualizar os ganhos das perdas, Gab. Adorei quando pontuou, tão bem, que a autoestima não é o ponto de chegada. Ela ser transformada em busca, como ponto de partida, é o único caminho para que lembremos que não é no construir, mas no quebrar de muros que ganhamos mais forças e que é quando a vida dá uns nós que cruzam os porquês. Quantas entrelinhas belíssimas!

    semquases.com

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  10. maravilhoso e mt importante esse texto, é realmente um processo nada fácil de desconstrução de padrões e auto aceitação

    www.tofucolorido.com.br
    www.facebook.com/blogtofucolorido

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  11. Muito bom seu texto! Construir a autoestima leva tempo e vem com o amadurecimento. Beijos

    https://www.garotadoscremes.com.br/

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  12. Eu precisava ler esse texto, Gabi. Estou passando por um momento complicado, que já aconteceu várias outras vezes, na verdade. Eu entro em uma relação amorosa e esqueço de mim, principalmente do meu amor próprio. É muito difícil, mas eu preciso encontrá-lo de volta e é um desafio pra mim.

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  13. Oi, Gabs
    Eu estava querendo rir do seu texto porque eu não conseguia imaginar como uma mina incrível e linda que nem você fica pra baixo por causa de óculos de grau, mas eu entendo que cada um tem seu processo de aceitação. Pra você é o óculos, pra mim são as malditas espinhas que sempre deixam pra baixo. O importante é realmente entender que é algo que precisamos lidar na vida, sempre teremos momentos que estaremos lá em cima e que outros iremos declinar, mas construir essa ponte para a auto aceitação é o mais importante.
    Beijo

    https://www.capitulotreze.com.br/

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  14. Exatamente o que eu precisava ler hoje, obrigada.
    Estou numa guerra horrível entre amor próprio e não estar satisfeita a como estou hoje em dia sendo que antrs eu era super ok quesito aparência. E é incrível ver que temos gatilhos bem pequenos que nos trazem sentimentos ruins e que nunca estamos 100% curados da "insegurança".
    Beijos
    http://www.dearlytay.com.br/

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  15. Gabs, que texto mais incrível! Adorei demais e já preciso colocar isso em prática! <3

    Beijo!
    Cores do Vício

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  16. Você é muito incrível Gab ♥
    Com toda certeza a autoestima é um processo; processo diário e pra sempre.
    Eu vi teu story com óculos e mesmo sem antes de ler esse texto eu já te achei super linda, inclusive amei a armação dos óculos!
    E veja isso com algo a mais, um adereço estiloso. É isso que eu penso do meu óculos (eu também uso, todo os dias).
    Enfim, é difícil mas a gente chega lá!

    https://www.heyimwiththeband.com.br/

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  17. Que texto incrível, Gabriela.
    A autoestima é um aprendizado continuo e que deve ser exercitado todos os dias. Pode parecer difícil, mas a gente consegue.
    Bjus!

    galerafashion.com

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  18. Que post mais incrível, Gab. Não é fácil construir nossa auto estima, precisamos quebrar váaarias barreiras até chegar a ela. Mas, é um processo extraordinário, onde a gente se descobre, se conhece, se esquece, se reconhece, e cresce.

    https://www.kailagarcia.com

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  19. Que bom que sua história tem tido uma continuação bonita e positiva. Espero que se sinta cada vez melhor consigo mesma.
    Boa semana!

    Jovem Jornalista
    Fanpage
    Instagram

    Até mais, Emerson Garcia

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  20. Que relato maravilhoso! Eu uso óculos há um tempão e, às vezes, parece que o uso como máscara (se é que faz sentido). Nem sei ficar sem ele.
    A autoestima REALMENTE é um processo que se repete de tempos em tempos. Não havia parado pra pensar nisso. Amei o texto, parabéns!

    =)

    Suelen Mattos
    ______________
    ROMANTIC GIRL

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  21. Tu és tão linda, de certeza que os óculos ficam-te bem!
    A nossa auto-estima é realmente um processo de repetição, tem sempre aqueles momentos mais complicados na nossa vida que nos fazem ir abaixo mas temos sempre que nos manter fortes e seguras! <3

    NEW POST: https://filipa-goncalves.blogspot.com/2019/06/deep-blue.html

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  22. Que texto lindo. Acho que todas temos fases onde nossa auto-estima está um pouco baixa. Temos que enxergar o quanto somos lindas e únicas. Trazer só pensamentos positivos para o nosso redor.

    www.vivendosentimentos.com.br

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  23. Esse post é eu todinha. Já passei por momentos assim e também passo. Que texto fantástico gabs!

    Ótimo post!
    Blog da Juh
    Instagram @julianasrabelo
    <a href="https://www.facebook.com/blogjulianarabelo/

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  24. Sou super de boa, e não tenho problema com o meu corpo. Somos super amigos hahaha

    Beijos,
    www.thalitamaia.com

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  25. "Autoestima é sobre enxergar com amor até as características que você não aprecia tanto assim. É sobre se ver com menos julgamento e mais afeto." É exatamente isso. Já fui tão insegura e ainda sou muitas vezes. Mas, autoestima é algo que temos que batalhar diariamente para ter.

    https://www.parafraseandocomvanessa.com.br/

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  26. Lindo texto Gabs! Mesmo!
    É isso. É construção, é um dia de cada vez e vai acontecendo no tempo em que as mudanças acontecem na nossa vida. E elas não param né!

    Bjukas!
    Unhas&Tudo ♥

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  27. Gabs, seu texto não poderia ter vindo em melhor hora pra mim. Autoestima realmente é um processo pelo qual passamos diversas vezes, em 2016 eu dei um salto muito grande na minha, mas atualmente estou precisando lidar com algumas coisas e recuperar a autoestima novamente. Achei legal você compartilhar suas experiências, ótima postagem como sempre!

    bjs

    Ariadne ♥
    De volta ao retrô | Facebook | Instagram

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  28. Geeeente e eu acho óculos de grau uma lindeza só, até comprei uma armação sem grau pra mim sair fazendo charme por aí, haha.
    Quero te parabenizar por ter conseguido transformar uma experiência ruim em um alerta e consolo em forma de post. Realmente, eu não me sinto bem comigo mesma, mas ainda me amo mesmo com as coisas que não me agradam. É como um namoro sabe?! Você briga com a pessoa, mas continua lá fazendo de tudo pra ve-la feliz, por que vc a ama, da mesma forma acontece com o amor próprio, eu me amo, me conheço e não raro tenho baixa autoestima, mas, eu sei que essa não sou eu, é apenas uma fase e meu objetivo é ser feliz.
    Enfim, amei seu post Gabs.
    Beijo,Blog Apenas Leite e Pimenta ♥
    Canal no Youtube >> Me ajude a chegar em 1K inscritos!

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  29. Oi Gabi,
    Mais um texto maravilindo.
    Te falar que fiquei meio surpresa pelo assunto ser puxado por óculos, pois conheço gente que simplesmente queria usar como adereço. Quando a pessoa realmente precisa, geralmente não se sente confortável. Uma pena que você teve que se despedir das lentes, mas tenho certeza que essa nova fase vai ser sua companheira de boas lembranças também. Começa a pensar em armaduras estilosas.

    Eu comecei a ter problemas de autoestima na adolescência e até hoje não superei, simplesmente não me aceito em várias coisas. Não tenho o carinho, como vc disse. O Ensino Médio foi uma época que me ajudou bastante. Primeiro, por eu ter saído de uma escola super tóxica que só fazia mal ao meu emocional. Foi uma época que eu me sentia muito amada, me divertia, era eu mesma e tals. Não tinha bullying. Foi bem ruim quando acabou. Nem a facul chegou a superar.

    até mais,
    Canto Cultzíneo

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  30. Gabs do céu! Eu amo o blog e amei o post, é muito importante falar sobre o que fere a gente e isso traz pessoas que viveram/vivem o mesmo. Eu canso de falar lá no Blog sobre o quão importante é viver os nossos processos e ler esse post apenas confirmou o que acredito, as vezes a gente acha que coisas pequenas não fazem a diferença, mas são gatilhos para coisas antigas voltarem, né? Eu tenho certeza que você ficou igualmente linda com óculos e espero de coração que o seu processo aconteça de forma saudável e no final dele você esteja pronta para encarar qualquer outro desafio que vier. Processos são sempre difíceis, mas nos fortalecem! Um beijo, espelho do Reino <3

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  31. Ô, mulher! Eu entendo que esse é um processo de desconstrução do seu entendimento do que é de fato bonito. Você é linda e um óculos não vai mudar isso. Eu também estou precisando usar óculos, sabe? Mas eu sempre tive o desejo, porque (olha que loucura!) eu acho bonito.
    Nada que você coloque ou tire de você, pode dizer o tamanho da sua beleza. A beleza é mais um estado de espírito, são atitudes e tudo aquilo que nos faz bem, seja o que esteja dentro de nós de maneira orgânica, ou no que forma nosso alma. E de verdade, eu te acho linda em ambas a formas.
    Beijos!

    Borboletra

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  32. Que excelente texto, com certeza devemos nos amar sempre mais.

    Beijos
    cabelosdeprincesa01.blogspot.com

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  33. OI Gabriela, amei o seu texto sincero. Comecei me identificando porque a minha filha que mudar de escola no próximo ano exatamente quando ela inicia o ensino médio. E percebi que eu tenho receio que ela se sinat como você se sentiu. Mas é sempre uma oportunidade de amadurecimento. Gostei da sua trajetória. Você é 100% boita com ou sem o seus óculos, eu tenho certeza.
    beijos
    Chris
    Inventando com a Mamãe / Instagram  / Facebook

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  34. I agree with you, self-esteem is definitely something we have to work on every day. Some days it's easier than others.

    www.fashionradi.com

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  35. Acreditamos que é um processo de mutação constante porque devemos passar. Nem sempre é fácil, mas aprende-se a lidar com tudo na vida...

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  36. Que texto mais gostoso de ler e que reflexão para se fazer todos os dias.
    Pra mim, o meu cabelo é o item que está muito ligado a autoestima. No feriado do dia 20 de junho eu mesma cortei o pezinho do meu cabelo e assim que terminei e olhei no espelho pra ver como que ficou, na hora subiu uma felicidade e uma autoconfiança. Claro que vai ter dias que o meu cabelo não vai estar definido do jeito que gosto e que, está tudo bem.

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  37. Era tudo o que eu precisava ler. Autoestima é um processo sem ponto de chegada, e entender isso é libertador, porque eu mesma já me senti um lixo inúmeras vezes me perguntando "cadê a autoestima que eu achava que tinha conquistado?". Já passei pela época de me achar feia de óculos, um óculos quadradinho também, cor de rosa, super cafona, que me ajudava a me sentir cada vez inferior, mas depois de um tempo eu fui me abrindo e trocando de modelos de óculos eu fui me sentindo mais liberta, e hoje eu amo usar óculos <3 Ainda tenho muito dias de baixo estima, me sinto feia, não gosto da minha personalidade e um monte de coisa, mas ai eu lembro que é preciso paciência, porque um dia eu vou voltar a me olhar com amor. Já quero uma foto bem lindona sua usando óculos, você é maravilhosa e obrigada por compartilhar esse texto com a gente!! Um abraço bem apertado em você <3

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  38. Eu passo muito por isso com óculos e rabo de cavalo. Uso lentes de contato como você, mas sempre que estou de óculos me sinto a pessoa que fui com uns 13 anos, óculos de grau quadrado, de metal, horroroso hahaha' Quando prendia o cabelo em um rabo então, era a mesma coisa. Eu só usava rabo de cavalo na pior época da minha vida. Hoje, você vê, eu nem tenho cabelo grande mais. Mas às vezes tenho medo de ainda ver aquela menina que eu fui, extremamente tímida, de óculos de grau e rabo de cavalo, e me achar (ou achar que os outros vão achar) esquisita.

    Achei interessante a reflexão de não ser um ponto de chegada. É uma caminhada de altos e baixos né? Às vezes eu sinto falta de épocas em que fui mais confiante, mas entendo que vão sempre existir fatores que vão nos trazer inseguranças. Faz parte

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