28 junho 2019

MÚSICA | uma playlist cheia de orgulho

MÚSICA | uma playlist cheia de orgulho
Durante todo esse mês de junho vocês devem ter sido bombardeados com a bandeira do arco íris por todos os lados, isso tudo porque esse é considerado o mês do orgulho LGBTQ+ e como participante dessa comunidade, eu não poderia deixar de trazer esse assunto pro blog. É fato, a gente comemora e relembra lutas importantes durante o mês todo, mas o dia, de fato escolhido como Dia do Orgulho LGBT é hoje, 28 de junho. 

POR QUE 28 DE JUNHO?
Pra quem não sabe, foi em Nova York em um bar chamado Stonewall Inn (o único bar que recebia pessoas LGBT de braços abertos) que isso tudo começou. Em 28 de junho de 1969, há exatos 50 anos, a polícia decidia invadir Stonewall alegando que ali era praticada a venda proibida de bebida alcoólica. Eles atacaram de forma agressiva e prenderam algumas pessoas, na sua maioria travestis e transsexuais, por estarem usando "roupas inadequadas para o seu gênero". Naquele dia, porém, os clientes do bar não se calaram e reagiram contra a violência policial até conseguirem fazer os policiais recuarem. A partir daí se iniciou uma série de protestos e lutas  pelos direitos LGBTQ+ nos EUA e foi essa revolta que deu origem às paradas LGBT que hoje acontecem no mundo inteiro. 

A PLAYLIST






Relembrar a luta de Stonewall e outras lutas protagonizadas por pessoas LGBT do passado é de extrema importância porque foram essas pessoas que abriram caminho pra nós sermos quem somos hoje. A realidade ainda é de muita intolerância, ignorância e preconceito, mas os avanços são enormes. Eu preparei essa playlist recheada de pessoas queer que exalam orgulho e que felizmente podem trabalhar e serem felizes do jeito que são. É claro que ainda existe muita luta pela frente, mas eu sinto que se as pessoas de Stonewall vissem que hoje temos pessoas LGBTQ crescendo na vida, brilhando na TV e não tendo que se esconder, elas iriam se orgulhar muito e é isso que eu quis celebrar com esse post. Que a gente possa ser livre e amar muito todo dia! 


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15 junho 2019

SÉRIES | 5 lições sobre autocuidado e saúde mental com Queer Eye

SÉRIES | 5 lições sobre autocuidado e saúde mental com Queer Eye
Queer Eye é um daqueles tesouros escondidos na Netflix que, quando a gente acha, agradece o universo. O reality, que estreou em 2018, é um reboot de Queer Eye for the Straight Guy (2003-2017) e tem como ideia central exatamente isso que o nome sugere: levar o olhar de cinco homens lgbt, apelidados de Fab Five, para ajudar a organizar a vida de homens héteros (e algumas mulheres!). Cada um dos Fab5 fica responsável por uma área e assim eles começam as mudanças. Mas não se engane: Queer Eye é um programa de transformações bem diferente do estilo Esquadrão da Moda que conhecemos, começando pelo reconhecimento de que uma transformação não acontece apenas pela aparência. Com 3 temporadas e mais 4 episódios especiais confirmados, QE já me arrancou muitas lágrimas, sorrisos e me presenteou com lições valiosas que eu decidi compartilhar. 

1. AUTOCUIDADO TAMBÉM É SOBRE OS SEUS HÁBITOS
No reality, Antoni cuida da parte gastronômica e a princípio, parece estranho ter alguém responsável por culinária num programa de makeovers, já que as primeiras coisas que vêm à nossa cabeça quando tocamos nesse assunto são roupas e aparência. A verdade é que para transformar a sua vida, não basta mudar por fora, já que autocuidado não é só sobre fazer uma noite de SPA e assistir um filme legal, é também sobre se alimentar melhor, dormir bastante, praticar a gratidão ou até, sei lá, arrumar a sua cama, coisinhas simples assim. Prestar atenção no que você come e em como você tem tratado o seu corpo (e no que você tem colocado nele) é importante para o seu bem estar e para a sua saúde. Afinal, como Antoni costuma dizer, comida é amor!
"Eu realmente gosto de ser vulnerável, é como eu me conecto com as pessoas e parte de como eu faço isso é por meio da comida, compartilhando algo que é muito íntimo e pessoal pra mim porque é algo que eu crio do nada." - Antoni Porowski

2. OLHAR NO ESPELHO E GOSTAR DO QUE VÊ É IMPORTANTE
Jonathan é o responsável pelos cuidados pessoais, é ele quem cuida dos cabelos dos participantes e os ensina a cuidar das suas peles, por exemplo. Com seu jeito super animado e cativante, Jonathan nos conquista e ensina que autoestima não é só aparência, mas que, ao mesmo tempo, se olhar no espelho e apreciar o que você está vendo é importante também. Quando você gosta verdadeiramente de si, a opinião alheia deixa de te definir. Jonathan ajuda a desconstruir a masculinidade tóxica que moldou pessoas que acreditam que cuidar de si é algo exclusivamente feminino e mostra que o autocuidado é importante pra todo mundo e contribui para a sua saúde e autoestima.
"Confiança é sexy! Saber quem você é, é sexy!" - Jonathan Van Ness

3. TER ESTILO É PRATICAR O AUTOCONHECIMENTO
Uma das minhas partes favoritas de Queer Eye é ver o jeito que Tan, responsável pela moda, lida com o assunto. Ele não coloca os participantes em caixinhas e nem fala sobre tendências, Tan vai muito mais a fundo: presta atenção em como é a vida do participante, quais são as suas referências e qual a mensagem que aquela pessoa quer passar ao mundo e assim organiza as roupas novas do participante de acordo com o seu estilo e de uma forma com a qual a pessoa se sinta confortável e bonita. Ter estilo é exatamente isso: se autoconhecer.
"Estilo não é moda. A moda não é mais tendência após uma temporada. Eu não poderia ligar menos para a moda. Estilo é se vestir de uma forma que você se sinta confiante e que é apropriada pra você." - Tan France

4. O AMBIENTE CONTRIBUI PARA A SUA SAÚDE MENTAL - OU NÃO
Bobby é o designer de interiores do grupo e a partir dessa função nos mostra como o ambiente em que nós estamos também molda a nossa saúde. Ele cita que quando estava no auge da depressão a sua casa ficava totalmente desarrumada e ele não tinha forças nem motivação pra sequer ajeitar as coisas e, claro, aquilo se tornava um ciclo e a casa dele, que era pra ser um ambiente de conforto, acabava se tornando um lugar tóxico. Não é a toa que arrumar os nossos cantinhos e decorar da forma que mais gostamos nos deixa realizados e com sensação de trabalho cumprido: o ambiente em que nós estamos inseridos também interfere na nossa saúde mental
"Eu ouvi um pastor dizer uma vez: ás vezes, quando você está se sentindo enterrado, você está, na verdade, sendo plantado." - Bobby Berk

5. TODOS NÓS LUTAMOS BATALHAS DIFERENTES
Karamo é responsável pela parte cultural do show, mas eu vejo ele mais como um "psicólogo" do grupo. Karamo sempre consegue encontrar no participante alguma coisa que, no fundo, está mal resolvida. Ele encontra as suas lutas internas e os ajuda com um empurrãozinho para resolve-las. Karamo incentiva a vulnerabilidade - coisa que a masculinidade tóxica abomina - e nos ensina que todos nós temos batalhas diferentes e coisas para resolver dentro de nós mesmos e que está tudo bem.
"Ele precisa entender que ser vulnerável não é um sinal de fraqueza, é um sinal de força. Isso mostra que você está conectado consigo mesmo." - Karamo Brown

Ao todo, os Fab Five nos entregam um programa que incentiva a vulnerabilidade, o autoconhecimento, o amor próprio e a beleza de ser diferente. Queer Eye desconstrói a masculinidade tóxica de várias maneiras e nos mostra que makeovers são muito mais do que como você se parece por fora. Eles nos enchem de conselhos, motivação e nos dão vontade de sermos melhores uns com os outros. Queer Eye é o tipo de programa de transformação que realmente vale a pena: sem espaço pra ódio e ridicularizações, apenas amor e empatia.
  

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07 junho 2019

TEXTO | a autoestima é um só processo (mas você vai passar por ele várias vezes)

TEXTO | a autoestima é um só processo (mas você vai passar por ele várias vezes)
2013 foi um dos piores anos da minha vida. Foi a primeira vez que eu troquei de escola e, pra melhorar, foi bem no ano em que eu ia começar o bendito ensino médio. A escola, muito maior do que a minha anterior, me fazia sentir pequena e consequentemente a cada dia que passava eu me escondia mais ainda. Nessa época, eu usava um óculos quadradinho, cor de rosa e pequenino - pra combinar com a autoestima.

Em contraponto, 2014 foi um dos melhores anos. É por causa dele e do ano seguinte que, até hoje, eu tenho um carinho especial pela escola na qual cursei o ensino médio. Esse foi o ano em que tudo se alinhou. Pela primeira vez eu aprendi a excluir tudo aquilo que não me acrescentava nada. Foi o ano em que eu conheci e/ou me aproximei mais ainda de pessoas que são as minhas melhores amigas até agora. Foi o ano em que conheci, entendi e me aliei de vez ao feminismo e a coisa mais importante de todas: foi o ano em que aprendi a me olhar no espelho e me amar por inteirinho. Junto com tudo isso, 2014 também foi o ano em que eu troquei aquele óculos cor-de-rosa por lentes de contato e, sem querer, acabei associando elas com a minha autoestima. Eu não tinha percebido isso. 

Até agora.

Em maio desse ano as lentes começaram a me incomodar, o olho começou a doer e chegou um momento em que a dor ficou insuportável, o que me levou a, claro, consultar a oftalmologista. Depois desse rolê todo (lê-se: consulta) descobri que eu usava as lentes de contato por muito tempo e o meu olho não conseguia se lubrificar. Ficou decidido, então, que eu precisava voltar com o óculos, pelo menos por um tempinho, só para descansar a visão. Então lá fui eu, de mãos dadas com os meus 6,5 graus de miopia (+1 de astigmatismo) escolher um óculos após cinco anos sem nem querer saber deles. 

Escolhi, encomendei e chegou. E aí, migas, é que a coisa ficou feia: percebi que aquela Gabriela insegura de 2013 ainda vive aqui dentro e foi só colocar o óculos de grau no meu rosto para ela dar as caras. Me olhei no espelho e chorei muito. Foi como se, em um segundo, todos esses anos construindo o meu amor próprio tivessem sido em vão. Como se um objeto pequenino e leve como um óculos de grau pudesse tirar todo o meu poder de mim.

Eu me senti vulnerável e pequena de novo e perguntei para mim mesma como que alguém que tá sempre discursando sobre autoestima por aí se deixa abalar com algo tão minúsculo. E aí, a resposta apareceu bem rápido: a autoestima não é um ponto de chegada e dar de cara com ela uma vez não é o mesmo que conseguir mantê-la por perto todos os dias. O amor próprio, na verdade, é como todos os outros sentimentos bons que sentimos: eles são parte do nosso caminho, possuem altos e baixos e devemos constantemente fazer o nosso melhor para estarmos sempre pertinho dessas sensações, mas não é tão fácil quanto parece.

Eu achava que uma vez conquistada, ela estaria comigo pra sempre. Eu achava que ela era inquebrável e permanente, só que não. A autoestima, eu concluí, é um processo pelo qual a gente passa não uma, não duas, mas diversas vezes durante a vida. Em 2013 eu tive minhas experiências com esse processo, em 2014 outra totalmente diferente e agora, em 2019, recebi um chacoalho novamente. E tudo bem, sabe? Porque depois de refletir bastante, ficou claro que tudo isso é sobre o nosso interior e não o exterior necessariamente. Bobo, eu sei. Eu também achei que eu já sabia disso. Mas na prática, o óculos de grau me ensinou que não. Eu entendi que, mais do que tudo, autoestima é sobre se olhar com carinho, afinal de contas, somos nós quem mandamos para o nosso corpo os sinais sobre como ele deve se sentir e se já nos enxergamos com ódio e tristeza, é essa a mensagem que ele irá receber. 

Autoestima é sobre enxergar com amor até as características que você não aprecia tanto assim. É sobre se ver com menos julgamento e mais afeto. É sobre saber que é esse corpo, com todas as suas perfeições, imperfeições (e adereços, no meu caso) que te carregou para todos os lugares aos quais vocês já chegou e que vai te levar para todos os lugares em que você ainda vai chegar. É sobre andar de cabeça erguida sabendo que como você se parece jamais deve definir como você se sente sobre si mesma. É saber que, na verdade, é exatamente o contrário. É  também entender que você, provavelmente, não vai se sentir excepcionalmente bonita 24 horas por dia 365 dias por ano, mas mesmo assim, que deve se enxergar com carinho já que é esse olhar afetivo que vai, um dia, te fazer se ver como alguém incrivelmente suficiente no espelho. 

Eu ainda não me sinto 100% bonita com o meu óculos, mas tenho treinado olhar o meu reflexo com mais apreço e ternura e eu garanto que tenho me sentido melhor. Compreendi que o amor próprio é um processo, que ele faz parte do meu caminho, e defini que eu estou 100% disposta a embarcar nessa aventura mais uma vez, afinal, eu sei o quanto se ver de forma mais afetuosa faz bem. Por essas e outras que eu te convido a entrar nessa aventura comigo. Vamos aprendendo a amar os nossos detalhes devagarinho, mas vamos juntas nessa, que tal?


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31 maio 2019

MÚSICA | uma injeção de autoestima com Lizzo

MÚSICA | uma injeção de autoestima com Lizzo
"Espelho, espelho meu... Não diga, porque eu já sei que sou linda."
É com esse quote maravilhoso que Lizzo nos presenteia na terceira faixa de seu mais novo álbum Cuz I Love You, que, aliás, tá recheado de letras poderosas, incríveis e que nos dão uma alta dose de autoestima e aula de amor próprio. Lizzo na verdade se chama Melissa, é norte-americana e, além de cantora, também é rapper, compositora e apresentadora. Pra deixar tudo melhor ainda, Lizzo é ativista e fala constantemente sobre ser mulher, negra, gorda e sobre o movimento LGBTQ+ e nós podemos ver tudo isso incorporado de uma maneira muito natural em suas músicas: "Eu vou lutar por todas as pessoas que são marginalizadas", contou Lizzo ao HUFFPOST.


Mas pra quem pensou que as músicas da cantora seriam pesadas ou tristes por falar de assuntos tão sérios como o machismo, a gordofobia e outros tipos de preconceitos, se enganou feio! Lizzo trata dessas pautas de uma forma divertida, irônica e cheia de atitude. O título do post não é a toa: ouvir esse mulherão da porr* cantar realmente é uma injeção de ânimo e autoestima. O mais legal é que ela sempre surpreende. As músicas, os ritmos e os clipes - nada é previsível, mas tudo é maravilhoso.
"Quando vocês ouvirem, eu quero que saibam que não estão sozinhos. Eu quero que vocês ouçam minhas músicas e se sintam conectados a mim. Eu espero que vocês possam colocar em prática o que eu estou dizendo na vida de cada um de vocês e, talvez assim, ter um dia melhor. Compartilhe essa experiência comigo. Celebre quem você é!" disse Lizzo.


Desde que assinou contrato com a grande Atlantic Records, ela tem ganhado mais espaço na mídia. Recentemente se apresentou no Coachella e também foi parte da trilha sonora de Alguém Especial da Netflix e, assim como suas músicas, Lizzo não chega devagar e muito menos com timidez. Ela tá chegando com tudo, quer passar a sua mensagem e não vai deixar ninguém a deter. 


Com letras como "Se você luta como uma garota, chore como uma garota. Faça sua coisa, comande o mundo inteiro" e "Eu sou a minha própria alma gêmea, nunca estou sozinha. Eu sei que sou uma rainha e não preciso de uma coroa" somadas ao seu ativismo e sua grande personalidade é impossível não se apaixonar por ela e perceber que seu sucesso não vai parar por aí. Lizzo ainda vai conquistar muita coisa, não é a toa que é uma das grandes apostas do pop para os próximos anos. Dito isso, vamos fazer essa deusa acontecer, pelo amor de Deus! Vai bisbilhotar o Spotify e o Instagram dela e depois me diz o que achou, viu?


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24 maio 2019

TEXTO | não deixe para 01/01

TEXTO | não deixe para 01/01


Eu lembro que do meio pro fim do ano passado, surgiu em mim uma vontade louca de mudar a cor do meu cabelo e, pra isso, eu tinha definido alguns momentos certos para mudar. Ás vezes eu dizia que seria no meu aniversário, mas na maioria das vezes eu pensava que o momento certo seria no início do próximo ano, e assim eu ficava adiando a mudança, procurando datas importantes para que a transformação tivesse algum motivo, algum significado por trás. "Em 2019 eu mudo!", eu dizia, mas eu também dizia isso sobre 2018, em 2017, e os motivos mudavam, mas a frase já havia se repetido em todos os anos que se passaram.

Com isso em mente, lá fui eu: mudei o meu cabelo no meio desse mês. Em maio. Numa quinta-feira. Assim, do nada. E junto com a mudança veio também uma lição. "Qual a importância dessa quinta-feira, então?" você deve estar se perguntando. E eu te respondo: nenhuma. Porque eu aprendi que não existe momento certo para se transformar. Não existe algum momento em que todos os universos vão se alinhar e você vai ouvir uma voz do além gritando "é agora!". E sim, isso é complicado, porque a gente acredita fielmente em coisas assim. 

Eu dei um exemplo bobinho aqui com o meu cabelo, mas a verdade é que eu vejo muita gente falando que vai deixar as coisas pro próximo ano, eu inclusive. E eu tô aqui para te dizer que o dia primeiro de janeiro não faz mágica nenhuma, quem faz a mágica é você. Quem tem o poder de fazer as coisas acontecerem é você, e você carrega esse poder durante os outros 365 dias do ano também. Então eu te pergunto: por que esperar o dia primeiro? Já parou pra pensar que você também pode estar inventando desculpas para si mesma, atrasando o seu próprio desenvolvimento?

Então mude, mas mude por você. Se transforme, comece aquele canal do youtube, faça academia, se inscreva naquele curso, pinte o cabelo, comece a transição capilar. Não espere dia 01/01. Trace os seus objetivos e comece a fazer o que está no seu alcance para correr atrás deles nesse momento, num quase meio de ano, num quase fim de mês.

E quem sabe assim, quando chegar no dia primeiro, você vai olhar para trás e sentir orgulho. Orgulho por não ter arrumado desculpas imaginárias. Orgulho por ter começado quando deu vontade. Orgulho por ter feito aquilo que você queria por você e pra você. Orgulho por não ter que começar do zero, porque as coisas já vão estar mais encaminhadas. Não estabeleça prazos para a sua determinação, nem uma data para começar a agir. Comece agora a ser a pessoa que você quer ser no futuro.


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05 abril 2019

ENTRE BLOGGERS | Quando dizer não para uma parceria

ENTRE BLOGGERS | Quando dizer não para uma parceria

Não existem dúvidas: toda blogueira espera pelo momento de receber os famosos mimos. Receber o primeiro e-mail de uma loja propondo parceria é muito gratificante porque além de ser uma forma muito legal de ver que o seu trabalho está atingindo mais lugares também nos passa uma sensação de "olha que legal, essa loja acredita no meu trabalho ao ponto de querer publicidade no meu espacinho!" e claro, isso nos motiva. Eu sempre sinto um friozinho na barriga quando recebo propostas e fechar parcerias me deixa muito feliz, mas fato é que nem tudo são flores e ás vezes é preciso sentar, analisar e no fim das contas, recusar. Dizer não pode ser difícil, mas acredita em mim, dependendo da situação, é muito necessário. Então pra hoje, vamos falar sobre 4 situações que podem te fazer dizer thank u, next pra uma parceria. Bora? 


1.  QUANDO A REPUTAÇÃO DA MARCA É RUIM
Eu coloquei essa em primeiro lugar porque é algo extremamente importante não só pra preservar a reputação do seu próprio blog mas também pra manter a confiança dos seus leitores. A primeira coisa que eu faço quando recebo um e-mail sobre parceria é pesquisar sobre a loja no google, ver reviews no youtube e jogar o nome da loja no search do twitter pra ver se tem muita gente reclamando ou não. Essa pesquisa é essencial, afinal, já pensou se algum leitor vê a sua indicação falando maravilhas de uma marca, decide investir no produto e aí descobre que a marca, na verdade, é péssima? Por mais que você não saiba e não seja responsável por isso, vai pegar mal pro seu blog, pro seu nome e os seus leitores não vão mais confiar tanto nas suas resenhas como antes. É claro, problemas com entregas em lojas online e etc acontecem, mas é importante pesquisar sobre as lojas com as quais você fecha parceria para saber se acontecem apenas problemas ocasionais ou se as reclamações são unânimes. Se for o último caso, foge dessa parceria!


2. QUANDO A MARCA NÃO COMBINA COM O SEU CONTEÚDO
A primeira vez que eu neguei uma parceria foi por esse motivo e gente, foi difícil! A gente espera tanto pras oportunidades chegarem que quando elas chegam nossa vontade é gritar "sim!" logo de cara, mas já sabemos que não é assim que funciona, né? Eu lembro que me propuseram parceria com uma loja de t-shirts masculinas com estampas num estilo mais hip hop e afins. E ok, muito legal, mas o que o LIKEGABS tem a ver? Sim, ás vezes eu falo sobre moda aqui no blog, mas as semelhanças do LG com a loja de roupas acaba por aí. Eu tenho leitores homens -que são muito bem vindos ♡- mas a maioria esmagadora do meu público é feminino, além disso eu nunca abordei sobre hip hop ou coisas parecidas aqui no blog e essa parceria simplesmente não faria sentido porque, por mais legais que as t-shirts fossem, uma parcela muito pequenina do meu público ia curtir e nem a marca ia se beneficiar com isso, foi nessa hora que eu tive que agradecer, mas recusar. Reconhecer o que o seu público curte -ou não- é importante demais pra que as suas parcerias sejam bem sucedidas. 


3. QUANDO A PARCERIA SÓ BENEFICIA UM DOS LADOS
Continuando com o exemplo do tópico 2, quando eu disse ali em cima que nem aquela marca ia se beneficiar com a parceria, eu estava pensando no lado deles também, afinal, eu ia ganhar umas blusinhas ou dinheiro, mas a marca ia ganhar o que? Sabendo que o meu público não ia curtir o post, não teria sentido nenhum fechar uma parceria dessas. E o mesmo acontece (e acho que é o que mais acontece) quando só a marca se beneficia. Quando você recebe uma proposta, é preciso ler e analisar se aquilo vale a pena pra você. É permuta? É pagamento? O que faz mais sentido pro seu blog, pro seu conteúdo, pro seu público e pro seu coração pra que você possa fazer um post sincero e que te agrade? Lembre-se que você não tá fazendo um favor pra marca e nem a marca fazendo um favor pra você, não é obrigação sua aceitar a primeira proposta que te aparece e você também pode negociar com a loja pra que os dois lados saiam ganhando. Parceria é isso!


4. QUANDO A SUA SINGULARIDADE NÃO É LEVADA EM CONTA
Eu já falei sobre isso no post 8 coisas que não te contam sobre ser blogueira, mas cabe muito bem aqui também: uma vez recebi uma proposta de parceria e aí descobri que a loja queria me dizer exatamente como eu devia escrever o post, palavra por palavra e tudo. Tudo que eu consegui pensar foi um "peraí, meu anjo" hahaha. Claro que agradeci a proposta, mas acabei negando a parceria. Eu lembro que depois entrei em alguns outros blogs e vi o tal do post pronto postado igualzinho ao que a marca queria que eu postasse e isso me deixou triste de verdade mesmo. Eu super entendo quando as lojas nos pedem algumas frases prontas pra validar a parceria, beleza. Mas o post inteiro? Not today, satan! A graça de termos tantos blogs diferentes por aí é que cada pessoa pode se identificar com uma blogueira diferente, com o jeito que ela escreve e a forma com que faz os posts. Se fosse pra ser tudo igual, que tivesse um blog só na internet toda, ora! Então essa última dica é só pra isso mesmo: te lembrar que a sua autenticidade faz a diferença e que se uma marca não valoriza ela, talvez você deva fazer a Ariana Grande e dizer thank u, next pra essa parceria. 


Cabô! Agora eu quero saber, o que faz com que vocês digam não para uma parceria? Bora trocar experiências!

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09 março 2019

#GIRLPOWER | 5 dicas para colocar a sororidade em prática

#GIRLPOWER | 5 dicas para colocar a sororidade em prática
Ontem foi o dia da mulher e eu fiquei feliz de ver que, cada vez mais, as discussões estão sendo voltadas pras questões de gênero e não reduzidas a um simples "parabéns" e barras de chocolate. Finalmente estamos tomando consciência de que essa é uma data feita pra debate, reflexão e busca por meios que melhorem a situação de vida de todas as mulheres ao redor do mundo. E é claro, existe muita coisa pra mudar, mas para lutarmos de uma forma saudável é preciso que exista união e mais do que nunca, muita sororidade. Por isso, o post de hoje é de uma mulher pra muitas mulheres, porque a gente fala muito sobre sororidade, mas como faz pra colocar ela em prática de verdade
SO•RO•RI•DA•DE (latim) subs. feminino
é a união e aliança entre mulheres, baseado na empatia e companheirismo, em busca de alcançar objetivos em comum. 

1. DIGA NÃO A RIVALIDADE FEMININA
Somos criadas em uma sociedade machista e isso é um fato. Portanto, não é surpresa alguma que tenhamos tendência a reproduzir falas e até algumas atitudes machistas. O primeiro passo pra praticar a sororidade é identificar essas atitudes e mudá-las, viu? Uma que é quase universal é a rivalidade feminina. Crescemos nos vendo como rivais o tempo inteiro e eu não tô nem falando de esportes ou vagas de emprego. É se ver como rivais na vida mesmo: por causa da roupa, de homem (alô, plots de comédias românticas), de popularidade, de beleza e até o nosso corpo é motivo de comparação. Reconhecer então que não somos rivais, mas sim amigas e que precisamos mais do que nunca dar as mãos é essencial para conseguirmos mudar o mundo. 


2. ESTENDA A MÃO PARA OUTRAS MULHERES
É simples: ajude as mulheres ao seu redor, dê a mão e ofereça os seus conhecimentos, mas também peça ajuda e confie no tato daquelas que podem te ajudar. Ajude suas amigas, sua mãe, estenda a mão à desconhecidas, una-se a elas, pense nelas e lute por elas também. Uma vez eu estava andando na rua a noite e uma moça desconhecida tocou o meu braço e perguntou se podíamos ir juntas. Ali eu percebi a importância da nossa irmandade. Eu nunca mais vi a moça, mas naquele momento ela me ajudou a andar na rua sem medo e eu acho que sororidade é nada mais nada menos do que isso: companheirismo, irmandade e empatia


3. CONSUMA E DIVULGUE O TRABALHO DE MULHERES
A desigualdade de gênero nos atinge de várias formas, em vários setores. O mercado de trabalho é um deles e causa um impacto enorme nas nossas vidas. Pesquisas já afirmaram, por exemplo, que um dos motivos pelo qual muitas mulheres permanecem em relacionamentos abusivos é a dependência econômica, tá vendo? Empregar mulheres, então, é também uma forma de luta e uma forma de mostrar que sim, somos tão capazes quanto qualquer homem por aí. Quando você consome o trabalho de outra mulher, você ajuda não só ela, mas todas nós. Então consuma, divulgue, enalteça e incentive o trabalho das mulheres que você admira. E mais do que isso: se esse for o seu sonho, empreenda também! Não deixe nada te parar. 


4. PRESTE ATENÇÃO EM OUTRAS VIVÊNCIAS 
Sororidade é sobre empatia e empatia é sobre se colocar no lugar do outro e não julgar. Acho que um dos passos mais importantes para praticar verdadeiramente a sororidade é perceber que somos diferentes e que nossas pautas, apesar de possuírem um mesmo fim, também são diversas, assim como nossas experiências de vida. É importante termos noção disso pra não julgarmos decisões diferentes das nossas e saber que a luta da coleguinha também é importante. Eu, como mulher negra, sei que a minha luta possui pautas diferentes da luta de uma mulher trans, por exemplo. Mas sei que as duas lutas são de extrema importância. Sei também que eu jamais decidiria ser dona de casa, mas se uma mulher decidiu que era isso que ela queria, então quem sou eu pra falar algo sobre? E é isso, ter sororidade é saber que somos múltiplas e respeitar as nossas diferenças, mas no fim, saber que a nossa união é que faz a força. 


5. SE IMPONHA QUANDO OUVIR COMENTÁRIOS MACHISTAS
Outra forma de praticar a sororidade é simplesmente se impondo. Já parou pra pensar em quanto comentário machista você escuta em um dia? É gente falando que tal coisa não é de mulher, que mulher não sabe dirigir, que em briga de marido e mulher não se mete a colher, que a culpa foi dela porque a roupa era curta demais, entre várias outras. Então quando ouvir e se sentir confortável pra isso, corrija! Explique porquê aquilo é ofensivo e dê o seu máximo para, pelo menos, fazer aquela pessoa pensar. Corrigir alguém com pensamento machista e propor uma reflexão para aquela pessoa em cima da fala pode poupar uma próxima mulher de ouvir o mesmo comentário (afinal, na próxima vez o ser humaninho já vai lembrar do seu esporro antes de abrir a boca, né não?)


E cabô! Deixa aí embaixo outras formas de praticar a sororidade no nosso dia-a-dia e vamos criar uma corrente cheia de união. Um beijão ❥

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01 março 2019

RESENHA | Por Todas Nós (Ellora Haonne)

RESENHA | Por Todas Nós (Ellora Haonne)
Nada melhor do que começar o mês da mulher com um livro que fala sobre esse tema, né? Por isso a resenha de hoje é do Por Todas Nós: Conselhos que não recebi sobre luta, amor e ser mulher, da Ellora Haonne. Ela é dona de um dos meus canais favoritos no youtube (já falei sobre ela aqui) aí claro, decidi dar uma chance pro livro dela também. Vem saber o que eu achei!
SINOPSE: Uma das coisas mais complexas da vida é a luta para aceitar-se. Todos os dias, travamos uma batalha contra nós mesmas, nossos desejos, nossa sexualidade e nosso corpo. Nunca é o suficiente, sempre falta algo. POR TODAS NÓS surge como um ombro amigo e solidário, mostrando que não estamos sozinhas em nossos sofrimentos diários e precisamos questionar tudo aquilo que a sociedade impõe – sem julgamentos nem padrões preconcebidos. Ellora Haonne se despe de qualquer paradigma que você já leu antes e compartilha seus medos e suas experiências, dando conselhos que nunca deram a ela e pronta para lutar por aquilo que acredita!
"Não dá para enxergar seu corpo como uma prisão"
O Por Todas Nós é a cara da Ellora: tranquilo, confortante e good vibes. O livro é realmente um compilado de conselhos e reflexões e em vários momentos senti como se fosse mesmo uma irmã mais velha conversando comigo. Os assuntos abordados são vários: autoestima, saúde mental, autoconhecimento, relacionamentos amorosos e familiares, feminismo e felicidade, mas nada super aprofundado. Cada um separado por um capítulo curto reservado àquele assunto e sempre no formato "conversa de bar", ou seja, nada difícil de entender, bem descontraído e íntimo. A leitura toda parece uma festa do pijama com a sua amiga favorita.

"...porque só existe uma de você"
Pra quem acompanha o canal da youtuber é provável que o livro pareça repetitivo, pelo menos foi isso que eu senti. Os assuntos são os mesmos, da mesma forma e com as mesmas palavras que ela aborda no youtube. Parece mais uma fórmula que ela sabe que funciona nos vídeos, só que dessa vez transferidas pro papel e com ilustrações fofinhas ao lado. Mas isso não foi algo super negativo e, na verdade, é compreensível porque Ellora nos conta sobre sua vivência, e né, ela é uma só hahah. Mas eu admito: se o livro fosse só isso, talvez eu não tivesse gostado tanto quanto gostei porque o que me conquistou de verdade foram os momentos interativos.

"Cada um de nós é um universo inteiro"
Isso mesmo, momentos interativos! Eles foram a minha parte favorita da leitura. No final de cada capítulo, Ellora nos propõe um momento desses, ou seja, depois de ela abrir o coração, chega a nossa vez. Exercícios como a lista de regras a não seguir, no qual a leitora escreve algumas regras que a sociedade nos impõe, mas que não fazem o mínimo sentido, a lista de superpoderes, um exercício pra listar os nossos próprios talentos que a gente, muitas vezes, menospreza e reflexões como o que é família? O que o amor já te ensinou? Como você pode melhorar? são exemplos. Os exercícios são sempre bem pessoais e eu refleti bastante enquanto fazia, uma baita ajuda pro autoconhecimento. Não é a toa que Ellora chega a chamar a leitora de sua coautora: a gente literalmente constrói o livro juntas e no fim, ele vira um diário também.

"Permita-se viver todas as emoções (até as ruins!)"
Por Todas Nós não é pra se ler numa sentada. Quer dizer, ele é curtinho então isso é possível, mas a proposta não é essa. Pra entrar nessa jornada de autoconhecimento, é preciso tempo pra pensar nas suas próprias questões e responder as interações. A capa, assim como a edição, tá linda e as fontes e ilustrações (essas últimas feitas pela própria youtuber) estão muito fofas. O livro, por dentro, não tem aquele formato rígido de texto, é tudo meio livre: uma ilustração em algum lugar da página, uma frase jogada aqui, um significado de uma palavra acolá. Parece um caderninho cheio de anotações, tanto que ás vezes a gente nem sabe o que ler primeiro, juro! Isso me deixou confusa ás vezes, mas no geral, o formato ficou uma graça.

"Seja uma mulher que levanta outras mulheres. Isso te fortalece." 
Enfim, esse é um livro daqueles que é mais fotogênico do que nós mesmos, super instagrammável HAHAH e o fundamental: tem um conteúdo muito legal. No geral, eu recomendo sim a leitura, gostei muito e daria 4 estrelinhas de 5. Como eu disse ali no início, quem assiste os vídeos dela não vai se surpreender muito com nada, mas se deixar se levar pelos momentos interativos, vai rolar uma experiência bem bacana e íntima como foi a minha. Pra quem ainda não conhece a youtuber, só se joga, mana! Ah, acho o Por Todas Nós um belo presente pra aquela amiga que tá precisando se amar um pouquinho mais ou quer iniciar no feminismo, viu? Agora me contem, vocês já leram, pretendem ler ou passam longe de livro de youtuber? Quero saber!


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22 fevereiro 2019

EMPODERAMENTO | 4 lições valiosas com Dumplin'

EMPODERAMENTO | 4 lições valiosas com Dumplin'
Dumplin' estreou há pouco tempo na Netflix e já se tornou um dos meus comfort movies. Baseado no livro - que também se chama Dumplin' - a história gira em torno de Willowdean (Danielle MacDonald), uma adolescente gorda que é filha de uma ex miss (Jennifer Aniston) cuja vida, até hoje, se baseia nos concursos que ela venceu lá em 1991. Willowdean decide então participar do concurso que sua mãe tanto prestigia e a partir daí o filme nos conquista com body positivism, muita amizade, foco na relação de mãe e filha e reflexão sobre os padrões da sociedade.  Inspirada por isso, criei uma listinha com 4 lições valiosas que o filme nos passa sobre empoderamento. Olha só:

1. TODO CORPO É UM CORPO DE BIQUÍNI
Vai chegando o verão e o número de matérias que surgem sobre "como atingir o corpo de verão" é incontável. Mas você já parou pra se perguntar por que um "corpo de praia" não é simplesmente qualquer corpo na praia? E é exatamente isso que o filme faz questão de criticar: essas coisas sem noção que a sociedade criou algum dia e que, por algum motivo inexplicável, a gente continua reproduzindo. Willowdean e suas amigas Ellen (Odeya Rush), Millie (Maddie Baillio) e Hannah (Bex-Taylor Klaus) estão ali pra nos mostrar que somos todas lindas de jeitos muito diferentes, e pra dizer que sim, todo corpo é válido e perfeito pra usar biquíni.


2. CERQUE-SE DE PESSOAS QUE TE FAZEM BEM
Amizade. Tá aí outro assunto que o filme fala muito e muito bem. Além da melhor amiga Ellen que se joga no concurso pra apoiar Will, ao longo do filme a protagonista faz amizade com outras meninas da competição e com algumas drag queens maravilhosas que se tornam um verdadeiro grupo de apoio: todas totalmente diferentes, mas com um objetivo em comum e a qualidade de serem pessoas que acreditam nela e a incentivam, enquanto Willowdean faz o mesmo em retorno. São relações muito saudáveis. Relações de troca em que cada uma contribui da maneira que pode, com incentivo e confiança, da forma como amizades realmente devem ser. Como Will cita: lealdade é amizade sincera.


3. MULHERES EMPODERADAS EMPODERAM MULHERES
Quando você constrói a sua autoestima, é muito mais fácil ajudar outra pessoa a se amar também, e ás vezes isso acontece até inconscientemente, como no filme. Uma cena muito legal (leve spoiler a seguir) acontece bem no início, quando Will se inscreve no concurso e logo outra menina chamada Millie , que também é gorda se inscreve, deixando bem claro pra ela que "Se você se inscrever, eu também vou!" (fim do spoiler). A cena é rápida, mas é muito importante e nos prova que empoderamento e representatividade estão muito ligados e é por isso que mulheres levantam mulheres, porque quando uma percebe que é capaz, outras acabam passando pelo mesmo processo. União é fundamental. 


4. A AUTOESTIMA COMEÇA DE DENTRO PRA FORA
Dumplin' também nos lembra sobre como a aceitação é um processo que tem que começar por você. No filme, Will não parece se importar tanto com o seu peso, mas por causa dele, ela possui certas inseguranças. Claro, é inevitável não ter inseguranças, mas quando elas atrapalham a sua vida é sinal de que tem algo de errado. Dumplin' usa a relação com Bo (Luke Benward), o crush de Will, pra falar dessa situação na qual mesmo com ele dizendo que ela é linda, Will custa muito a acreditar. Ela precisa de todo um processo pra se sentir realmente empoderada e aí sim, acreditar na palavra de Bo. 

A melhor parte e o diferencial de Dumplin' é que o processo de Will não envolve emagrecimento. Isso nem passa pela cabeça dela. O filme simplesmente cumpre o seu papel de dizer que aceitação precisa começar de dentro pra fora e que alterar o jeitinho que você é não é preciso pra fazer acontecer. O processo, óbvio, é mais lento e demorado do que no filme, mas a Will tá aí pra nos dizer que tá tudo bem. 

Eu foquei aqui nas lições que têm mais a ver com autoestima, mas uma liçãozinha extra é a de que todo mundo tem as suas batalhas internas. É muito legal como Dumplin' conseguiu trabalhar vários assuntos importantes de uma forma tão leve e divertida, por isso eu recomendo muito. Agora vai dar biscoito pra esse filme, por favor!


Gostou? Compartilha com as migas pra elas assistirem esse hino de filme também! Ah, e antes de ir, queria avisar que eu criei um Instagram pro blog (@likegabs), desse jeito é mais fácil de ficar por dentro dos posts, além de eu postar outras imagens bonitinhas e incentivadoras por lá. Se seguir, me avisa, viu? Um beijão e até o próximo post ❥.

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