Mostrando postagens com marcador Filmes e Séries. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Filmes e Séries. Mostrar todas as postagens

15 junho 2019

SÉRIES | 5 lições sobre autocuidado e saúde mental com Queer Eye

SÉRIES | 5 lições sobre autocuidado e saúde mental com Queer Eye
Queer Eye é um daqueles tesouros escondidos na Netflix que, quando a gente acha, agradece o universo. O reality, que estreou em 2018, é um reboot de Queer Eye for the Straight Guy (2003-2017) e tem como ideia central exatamente isso que o nome sugere: levar o olhar de cinco homens lgbt, apelidados de Fab Five, para ajudar a organizar a vida de homens héteros (e algumas mulheres!). Cada um dos Fab5 fica responsável por uma área e assim eles começam as mudanças. Mas não se engane: Queer Eye é um programa de transformações bem diferente do estilo Esquadrão da Moda que conhecemos, começando pelo reconhecimento de que uma transformação não acontece apenas pela aparência. Com 3 temporadas e mais 4 episódios especiais confirmados, QE já me arrancou muitas lágrimas, sorrisos e me presenteou com lições valiosas que eu decidi compartilhar. 

1. AUTOCUIDADO TAMBÉM É SOBRE OS SEUS HÁBITOS
No reality, Antoni cuida da parte gastronômica e a princípio, parece estranho ter alguém responsável por culinária num programa de makeovers, já que as primeiras coisas que vêm à nossa cabeça quando tocamos nesse assunto são roupas e aparência. A verdade é que para transformar a sua vida, não basta mudar por fora, já que autocuidado não é só sobre fazer uma noite de SPA e assistir um filme legal, é também sobre se alimentar melhor, dormir bastante, praticar a gratidão ou até, sei lá, arrumar a sua cama, coisinhas simples assim. Prestar atenção no que você come e em como você tem tratado o seu corpo (e no que você tem colocado nele) é importante para o seu bem estar e para a sua saúde. Afinal, como Antoni costuma dizer, comida é amor!
"Eu realmente gosto de ser vulnerável, é como eu me conecto com as pessoas e parte de como eu faço isso é por meio da comida, compartilhando algo que é muito íntimo e pessoal pra mim porque é algo que eu crio do nada." - Antoni Porowski

2. OLHAR NO ESPELHO E GOSTAR DO QUE VÊ É IMPORTANTE
Jonathan é o responsável pelos cuidados pessoais, é ele quem cuida dos cabelos dos participantes e os ensina a cuidar das suas peles, por exemplo. Com seu jeito super animado e cativante, Jonathan nos conquista e ensina que autoestima não é só aparência, mas que, ao mesmo tempo, se olhar no espelho e apreciar o que você está vendo é importante também. Quando você gosta verdadeiramente de si, a opinião alheia deixa de te definir. Jonathan ajuda a desconstruir a masculinidade tóxica que moldou pessoas que acreditam que cuidar de si é algo exclusivamente feminino e mostra que o autocuidado é importante pra todo mundo e contribui para a sua saúde e autoestima.
"Confiança é sexy! Saber quem você é, é sexy!" - Jonathan Van Ness

3. TER ESTILO É PRATICAR O AUTOCONHECIMENTO
Uma das minhas partes favoritas de Queer Eye é ver o jeito que Tan, responsável pela moda, lida com o assunto. Ele não coloca os participantes em caixinhas e nem fala sobre tendências, Tan vai muito mais a fundo: presta atenção em como é a vida do participante, quais são as suas referências e qual a mensagem que aquela pessoa quer passar ao mundo e assim organiza as roupas novas do participante de acordo com o seu estilo e de uma forma com a qual a pessoa se sinta confortável e bonita. Ter estilo é exatamente isso: se autoconhecer.
"Estilo não é moda. A moda não é mais tendência após uma temporada. Eu não poderia ligar menos para a moda. Estilo é se vestir de uma forma que você se sinta confiante e que é apropriada pra você." - Tan France

4. O AMBIENTE CONTRIBUI PARA A SUA SAÚDE MENTAL - OU NÃO
Bobby é o designer de interiores do grupo e a partir dessa função nos mostra como o ambiente em que nós estamos também molda a nossa saúde. Ele cita que quando estava no auge da depressão a sua casa ficava totalmente desarrumada e ele não tinha forças nem motivação pra sequer ajeitar as coisas e, claro, aquilo se tornava um ciclo e a casa dele, que era pra ser um ambiente de conforto, acabava se tornando um lugar tóxico. Não é a toa que arrumar os nossos cantinhos e decorar da forma que mais gostamos nos deixa realizados e com sensação de trabalho cumprido: o ambiente em que nós estamos inseridos também interfere na nossa saúde mental
"Eu ouvi um pastor dizer uma vez: ás vezes, quando você está se sentindo enterrado, você está, na verdade, sendo plantado." - Bobby Berk

5. TODOS NÓS LUTAMOS BATALHAS DIFERENTES
Karamo é responsável pela parte cultural do show, mas eu vejo ele mais como um "psicólogo" do grupo. Karamo sempre consegue encontrar no participante alguma coisa que, no fundo, está mal resolvida. Ele encontra as suas lutas internas e os ajuda com um empurrãozinho para resolve-las. Karamo incentiva a vulnerabilidade - coisa que a masculinidade tóxica abomina - e nos ensina que todos nós temos batalhas diferentes e coisas para resolver dentro de nós mesmos e que está tudo bem.
"Ele precisa entender que ser vulnerável não é um sinal de fraqueza, é um sinal de força. Isso mostra que você está conectado consigo mesmo." - Karamo Brown

Ao todo, os Fab Five nos entregam um programa que incentiva a vulnerabilidade, o autoconhecimento, o amor próprio e a beleza de ser diferente. Queer Eye desconstrói a masculinidade tóxica de várias maneiras e nos mostra que makeovers são muito mais do que como você se parece por fora. Eles nos enchem de conselhos, motivação e nos dão vontade de sermos melhores uns com os outros. Queer Eye é o tipo de programa de transformação que realmente vale a pena: sem espaço pra ódio e ridicularizações, apenas amor e empatia.
  

VEJA MAIS:
Ei, vamos nos conectar por outras redes também?

22 fevereiro 2019

EMPODERAMENTO | 4 lições valiosas com Dumplin'

EMPODERAMENTO | 4 lições valiosas com Dumplin'
Dumplin' estreou há pouco tempo na Netflix e já se tornou um dos meus comfort movies. Baseado no livro - que também se chama Dumplin' - a história gira em torno de Willowdean (Danielle MacDonald), uma adolescente gorda que é filha de uma ex miss (Jennifer Aniston) cuja vida, até hoje, se baseia nos concursos que ela venceu lá em 1991. Willowdean decide então participar do concurso que sua mãe tanto prestigia e a partir daí o filme nos conquista com body positivism, muita amizade, foco na relação de mãe e filha e reflexão sobre os padrões da sociedade.  Inspirada por isso, criei uma listinha com 4 lições valiosas que o filme nos passa sobre empoderamento. Olha só:

1. TODO CORPO É UM CORPO DE BIQUÍNI
Vai chegando o verão e o número de matérias que surgem sobre "como atingir o corpo de verão" é incontável. Mas você já parou pra se perguntar por que um "corpo de praia" não é simplesmente qualquer corpo na praia? E é exatamente isso que o filme faz questão de criticar: essas coisas sem noção que a sociedade criou algum dia e que, por algum motivo inexplicável, a gente continua reproduzindo. Willowdean e suas amigas Ellen (Odeya Rush), Millie (Maddie Baillio) e Hannah (Bex-Taylor Klaus) estão ali pra nos mostrar que somos todas lindas de jeitos muito diferentes, e pra dizer que sim, todo corpo é válido e perfeito pra usar biquíni.


2. CERQUE-SE DE PESSOAS QUE TE FAZEM BEM
Amizade. Tá aí outro assunto que o filme fala muito e muito bem. Além da melhor amiga Ellen que se joga no concurso pra apoiar Will, ao longo do filme a protagonista faz amizade com outras meninas da competição e com algumas drag queens maravilhosas que se tornam um verdadeiro grupo de apoio: todas totalmente diferentes, mas com um objetivo em comum e a qualidade de serem pessoas que acreditam nela e a incentivam, enquanto Willowdean faz o mesmo em retorno. São relações muito saudáveis. Relações de troca em que cada uma contribui da maneira que pode, com incentivo e confiança, da forma como amizades realmente devem ser. Como Will cita: lealdade é amizade sincera.


3. MULHERES EMPODERADAS EMPODERAM MULHERES
Quando você constrói a sua autoestima, é muito mais fácil ajudar outra pessoa a se amar também, e ás vezes isso acontece até inconscientemente, como no filme. Uma cena muito legal (leve spoiler a seguir) acontece bem no início, quando Will se inscreve no concurso e logo outra menina chamada Millie , que também é gorda se inscreve, deixando bem claro pra ela que "Se você se inscrever, eu também vou!" (fim do spoiler). A cena é rápida, mas é muito importante e nos prova que empoderamento e representatividade estão muito ligados e é por isso que mulheres levantam mulheres, porque quando uma percebe que é capaz, outras acabam passando pelo mesmo processo. União é fundamental. 


4. A AUTOESTIMA COMEÇA DE DENTRO PRA FORA
Dumplin' também nos lembra sobre como a aceitação é um processo que tem que começar por você. No filme, Will não parece se importar tanto com o seu peso, mas por causa dele, ela possui certas inseguranças. Claro, é inevitável não ter inseguranças, mas quando elas atrapalham a sua vida é sinal de que tem algo de errado. Dumplin' usa a relação com Bo (Luke Benward), o crush de Will, pra falar dessa situação na qual mesmo com ele dizendo que ela é linda, Will custa muito a acreditar. Ela precisa de todo um processo pra se sentir realmente empoderada e aí sim, acreditar na palavra de Bo. 

A melhor parte e o diferencial de Dumplin' é que o processo de Will não envolve emagrecimento. Isso nem passa pela cabeça dela. O filme simplesmente cumpre o seu papel de dizer que aceitação precisa começar de dentro pra fora e que alterar o jeitinho que você é não é preciso pra fazer acontecer. O processo, óbvio, é mais lento e demorado do que no filme, mas a Will tá aí pra nos dizer que tá tudo bem. 

Eu foquei aqui nas lições que têm mais a ver com autoestima, mas uma liçãozinha extra é a de que todo mundo tem as suas batalhas internas. É muito legal como Dumplin' conseguiu trabalhar vários assuntos importantes de uma forma tão leve e divertida, por isso eu recomendo muito. Agora vai dar biscoito pra esse filme, por favor!


Gostou? Compartilha com as migas pra elas assistirem esse hino de filme também! Ah, e antes de ir, queria avisar que eu criei um Instagram pro blog (@likegabs), desse jeito é mais fácil de ficar por dentro dos posts, além de eu postar outras imagens bonitinhas e incentivadoras por lá. Se seguir, me avisa, viu? Um beijão e até o próximo post ❥.

VEJA MAIS:

Me acompanhe também nas redes sociais: 

05 outubro 2018

5 livros que vão virar filme ainda em 2018 + cupons de desconto em livrarias

5 livros que vão virar filme ainda em 2018 + cupons de desconto em livrarias
Foto: I Am Se7en

Oi, amores! Hoje o papo é leitura e, pra surpresa de quem acompanha o blog, cinema também! Não falo muito de filmes por aqui, mas a gente sabe: grande parte das produções de hoje são inspiradas em livros, e se vocês são assim como eu, também ficam frustrados de saber que algum livro que você ainda não teve tempo de ler vai virar filme porque bate aquele desespero, né? Por isso, hoje eu trouxe algumas leituras que vão ter as suas adaptações lançados ainda esse ano, porque se organizar direitinho, todo mundo lê antes da obra ir pras telonas! (e de quebra, tem dica pra quem quiser comprar os livros mais baratinhos no fim do post, lê tudo pra entender!)
Bora começar com o cinema nacional? Bora! Tudo Por Um Popstar é baseado num livro homônimo da Thalita Rebouças, a rainha das nossas pré adolescências que chama, né? O filme vai nos contar a história de três melhores amigas: Gabi (Maísa Silva), Manu (Klara Castanho) e Ritinha (Mel Maia), que são fãs enlouquecidas da boyband Slavabody Disco Disco Boys e vão fazer loucuras pra conseguir assistir o show da banda no Rio de Janeiro. Bem aquele tipo de filme engraçadinho pra assistir com a família.
ESTREIA QUANDO? 11 de Outubro

***
De longe, o filme da lista que eu mais quero assistir. É inspirado em O Ódio Que Você Semeia de Angie Thomas e conta a história de Starr Carter (Amandla Stenberg), uma adolescente negra de 16 anos que presencia o assassinato de seu melhor amigo Khalil (Algee Smith), morto por um policial branco. Diante disso, Starr é obrigada a testemunhar no tribunal e mesmo sofrendo chantagens, está disposta a dizer a verdade e manter a honra do seu amigo.
ESTREIA QUANDO? 5 de Outubro nos EUA, previsão para estreia em dezembro no Brasil
***
Ainda não conhecia esse filme, mas achei o trailer massa, viu? Pra quem também não conhece, A Garota na Teia de Aranha é o quarto livro da série Millenium. Na adaptação, que se passa após os eventos do livro anterior "Os Homens Que Não Amavam As Mulheres", o jornalista Mikael Bomkvist (Sverrir Gudnason) e a hacker Lisbeth Salander (Claire Foy) se envolvem com a NSA -uma agência de segurança norte-americana- e encontram-se no meio de muita corrupção e espionagem. 
ESTREIA QUANDO? 8 de novembro no Brasil
***
Quem lembra de Barbie e o Quebra Nozes? Eu amava, assistia todo Natal e já tô louca pra ver esse novo filme, sem contar que saber que é da Disney me deixa mais ansiosa ainda! Essa mais recente adaptação, pelo que pesquisei, é baseada em dois livros: Quebra-Nozes e Camundongo Rei de E. T. A. Hoffmann e O Quebra-Nozes de Pyotr Ilyich Tchaikovsky. Aqui, Clara (Mackenzie Foy) perde uma chave mágica, a única capaz de abrir um presente dado pelo seu padrinho (Morgan Freeman), e para resgata-la, Clara começa uma jornada que a leva ao Reino dos Doces, ao Reino das Neves, ao Reino das Flores e ao Quarto Reino.
ESTREIA QUANDO? 1º de Novembro no Brasil 
***
E pra finalizar: Dumplin'! Vi muitas resenhas desse livro blogosfera afora, e só me lembro de ler elogios. Essa é a história de Willowdean Dickson (Danielle Macdonald), uma jovem gordinha com muito amor próprio, mas que não tem o apoio de sua mãe (Jennifer Aniston), que é ex-miss. Ao se apaixonar por um atleta (Luke Benward), Willow começa a ter inseguranças e, como forma de protesto, se inscreve em um concurso de beleza e inspira várias outras meninas a fazerem o mesmo. Já amei!
ESTREIA QUANDO? Esse é um caso especial, ainda não há data de estreia, nem poster e muito menos trailer, mas pelas minhas pesquisas, a Netflix prometeu que a adaptação seria lançada até o final de 2018. Vamos torcer pra titia Netflix não nos trair.
 ***
E aí, já tem todos os livros da lista na sua estante? Se a resposta for não, não se preocupa! Recentemente o pessoal da Cupom Válido entrou em contato comigo e, fuçando o site, descobri vários cupons de desconto maravilhosos pra tudo que é tipo de loja, e pasme: muitas livrarias! Tem cupom de tudo que é jeito, de vários valores e em várias livrarias diferente, como a Saraiva e a Livraria Cultura. Gostou? Pra usar é fácil fácil, ó:
1. Primeiro, escolha o cupom que preferir, por exemplo, ser for na Saraiva, seria através desta página: https://www.cupomvalido.com.br/desconto/saraiva/
2. Depois clique em "Clique para ver o cupom"
3. Copie o código que aparecer pra você e clique em "Ir para a loja"
4. Quando for realizar a compra no site da loja, insira o código no carrinho no campo "Cupom de desconto"
5. Cabô! Simples pra caramba, vai perder essa oportunidade?
E é isso, gente. Quais filmes vocês estão mais ansiosos pra assistir? Eu tô sedenta por O Ódio Que Você Semeia, Quebra Nozes e Os Quatro Reinos e Dumplin'!

VEJA MAIS:
Me acompanhe também nas redes sociais:

03 março 2018

SÉRIES | Por que você precisa assistir The Handmaid's Tale

SÉRIES | Por que você precisa assistir The Handmaid's Tale
ALÔ, GENTE! Tava morrendo de saudade de fazer a louca das séries por aqui e, felizmente, chegou a hora! Pra hoje eu trouxe The Handmaid's Tale que, na minha opinião, foi uma das melhores séries de 2017 inteirinho. Mas eu já aviso, se você tá procurando algo tranquilo, esquece essa série. The Handmaid's Tale vai exigir sua total atenção porque ela não é fácil de assistir, principalmente se você for mulher. Quem avisa amigo é, viu? THT é pra te fazer pensar no nosso futuro e, principalmente, nas escolhas que estamos fazendo hoje. Ficou curiosa? Então vem cá que eu te mostro alguns motivos de porquê, afinal, você precisa dar uma chance pra essa obra de arte.
"Nunca deveriam ter nos dado uniformes se não queriam que formássemos um exército"
O plot de THT é esse: a história é toda desenvolvida num futuro em que os EUA é dominado por uma facção católica que decide transformar o país na chamada República de Gilead e, pra isso, eles instauram um regime totalitário baseado nas leis do Antigo Testamento. Na cabeça deles, isso tudo acontece em prol da ordem e da paz, mas a verdade é que, consequentemente, todas as minorias perdem os seus direitos básicos de escolha, trabalho, independência, etc. No universo da série, as mulheres são divididas entre férteis e inférteis e, enquanto as inférteis vivem apenas em função do marido, o que já é péssimo, as férteis são obrigadas a servirem como "barriga de aluguel" pra essas famílias, mesmo que não seja a vontade delas. A protagonista aqui é chamada de Offred, o que, pasmem: não é nem um nome, mas sim uma forma de dizer que ela pertence ao homem que se chama Fred. Sim, é perturbador. Dito isso, faz sentido reconhecer que todas as Aias (é assim que as mulheres férteis são chamadas) são mulheres de muita força, que vivem uma vida que elas mesmas não escolheram. Todas as que tentam desafiar o governo e até mesmo aquelas que só sobrevivem dia após dia são extremamente fortes e a série mostra isso muito bem. 

“Agora eu estou acordada para o mundo. Eu estava dormindo antes. Foi assim que deixamos acontecer. Quando aniquilaram o Congresso, não acordamos. Quando culparam terroristas e suspenderam a Constituição, também não acordamos. Disseram que seria temporário, mas nada muda instantaneamente.”
Só de ler o quote aí em cima eu já fico toda arrepiada, nossasenhora. A princípio, quando lemos sobre o plot de THT o nosso primeiro pensamento é "Pô, que bom que a gente não vive uma realidade dessas, né.", mas é aí que eu te pergunto: seria essa uma realidade tão distante da nossa? A religião querendo tomar conta do corpo das mulheres. Homens acreditando que mulheres são propriedade deles. Bancadas religiosas no governo. Homossexuais sendo tratados como "traidores de gênero". Discursos de ódio ganhando cada vez mais espaço... Pois é, não é algo tão distante assim e é exatamente por isso que The Handmaid's Tale perturba e incomoda. Como eu disse ali na introdução, não é uma série fácil de assistir. Eu ficava aflita a cada episódio e precisava refletir sobre o que tinha acontecido na série antes de deitar a cabeça no travesseiro e dormir em paz, sério. Aliás, sempre respirava bem fundo antes de apertar o play porque eu sabia que naqueles próximos 40 minutos, alguma coisa ia embrulhar o meu estômago e eu ia me indignar com os acontecimentos. THT foi inspirada em "O Conto de Aia", um livro de 1985. Sim, mil novecentos e oitenta e cinco. E continua sendo muito real, o que de fato, assusta. A verdade é que THT tá mais pra uma crítica e um aviso do que pra uma distopia e é por isso que é tão importante. É aquilo, ninguém disse que seria leve, né meninas?

"Melhor nunca significa melhor pra todo mundo. Sempre significa pior, pra alguns."
Cês que perdoem o palavreado, mas com uma crítica social foda dessas, seria impossível não dar os prêmios tudo pra essa obra de arte. THT venceu, em 2017, os Primetime Emmys de Melhor Série Dramática, Melhor Atriz em Série Dramática com a Elizabeth Moss, Melhor Coadjuvante com Ann Dowd, Melhor Atriz Convidada com a Alexis Bledel e mais os Emmys da produção. No Globo de Ouro desse ano, venceram Melhor Série Dramática e Melhor Atriz em Série Dramática (Elizabeth Moss é poderosíssima!), os mesmos prêmios que ganharam no Critics' Choice Television Awards e no Screen Actor Guild. Era prêmio que vocês queriam?

"Agora é preciso existir um "nós". Porque existe um "eles."
Ás vezes eu queria abraçar cada uma das pessoas que ajudaram a produzir essa obra prima porque olha, tão de parabéns! Essa é uma daquelas séries que a gente percebe que até a posição das câmeras foi cuidadosamente pensada, sabe? Tanto que a primeira coisa que chama atenção é a fotografia: é simplesmente maravilhosa. Os tons frios que batem no vermelho sangue do uniforme das Aias formam uma combinação muito prazerosa de ver. A trilha sonora é incrível e cheia de girl power, tem até um post sobre isso no Séries Por Elas. O roteiro, só pelos quotes vocês já podem ter um gostinho, né? E atuação eu só posso dizer que tô digitando com os pés porque com as mãos eu tô aplaudindo HAHAH. Elizabeth Moss dá um show! Temos Alexis Bledel, já conhecida como a Rory de Gilmore Girls e, pra quem é fã de Orange Is The New Black, vai adorar ver a Samira Wiley (alô, Poussey) por lá também.
Eu sei, vocês devem estar se perguntando: tem na Netflix? Então gente, não tem. Mas não desanimem, vale muito a pena dar uma chance pra THT e são só 10 episódios, vai. Ah, e corre porque a segunda temporada vai chegar em abril!

VEJA MAIS:
Me acompanhe também nas redes sociais:

11 setembro 2017

SÉRIES | Ei você, dá uma chance pra The Bold Type

SÉRIES | Ei você, dá uma chance pra The Bold Type
Kat, Jane e Sutton, da esquerda para a direita
ALÔ, GENTE! Que saudade de vocês! Primeiro eu quero me desculpar por não ter conseguido postar o 6 on 6, eu fiquei alguns dias sem internet, só conseguia mexer direito nas redes que eu tenho aplicativo no celular (amém, 3G!), além disso, eu viajei pra minha avó, e a internet lá quebra o galho, mas não tanto pra conseguir editar várias fotos em um programa pesado. E pra completar a onda de azar, o notebook deu um pane meio doido do nada, então né, esse mês vamos deixar passar o 6O6 e torcer pra que mês que vem tudo volte ao normal, tá bom? Tá bom. Agora a gente segue a programação normal do LG e hoje é dia de falar daquele assunto que a gente ama: séries. O meu objetivo era assistir Big Little Lies, mas desde que descobri a existência de The Bold Type eu não resisti e assisti antes mesmo, sorry not sorry. Como era de se esperar, me apaixonei e hoje vou tentar convencer vocês a assistirem porque eu sou dessas.
***
O plot de The Bold Type é simples. São três melhores amigas que trabalham na redação de uma revista chamada Scarlet. Elas se conheceram lá na redação e, desde então, não se desgrudaram. A partir daí, elas passam por diversas situações no trabalho e na vida pessoal, e é isso que a gente acompanha, mas claro com uma pitadinha de humor, um pouquinho de drama e romance também, afinal série sem casal pra shippar nem série é.
Agora cês já sabem, né? Lá vou eu citar alguns motivos pra tentar convencer vocês a assistirem TBT.
uma amizade dessas, bicho
1. Mulheres apoiando mulheres (de verdade!)
Tá aí. A primeira coisa que me chamou muita atenção nessa série foi isso: a sororidade. É algo que parece muito simples, mas não é bem representado na mídia e eu tive uma noção muito grande disso quando a editora-chefe da Scarlet entrou em cena pela primeira vez. A mulher não tinha nem aberto a boca e eu já achava que ela ia ser um the mônio com as meninas, tipo a Miranda de O Diabo Veste Prada. E, bom, isso já diz muito sobre as representações de mulheres poderosas em filmes/séries, né? Além disso, podem visualizar comigo, sempre em alguma série que trata de amizade feminina, especialmente em trios, alguma das meninas é mais "apagadinha", ou duas delas são mais amigas, ou têm uma rivalidade muito grande e rola umas intrigas no meio da própria amizade, mas em The Bold Type, isso não acontece. Existe muito apoio, empatia e união, tanto das meninas, quanto das mulheres no ambiente em volta delas, até mesmo da chefe das três (aquela que eu achava que seria o mal em figura de gente) e é lindo de ver essa sororidade toda sendo representada tão bem. Você quer girl power? Então tome.

2. Squad Goals, sem mais
Ainda seguindo nesse assunto de união, a amizade desse trio é linda demais. As três começaram como secretárias da Scarlet e ao longo do tempo, foram ganhando novas funções. A Sutton, interpretada pela Meghann Fahy, nos é apresentada como assistente, mas seu grande sonho é trabalhar no departamento de moda. A Jane, interpretada pela Katie Stevens (a Karma de Faking It, lembra?), é colunista e a Kat, interpretada pela Aisha Dee, é a líder do departamento de redes sociais da revista e é muito legal ver como nunca rola nenhum tipo de rivalidade entre elas. Quando alguma é promovida, por exemplo, o único sentimento é orgulho e dá pra ver que é algo verdadeiro. Elas se apoiam, se entendem, se respeitam, se amam mesmo sendo diferentes e se compreendem mesmo quando a escolha e/ou situação não tem nada a ver com elas. Todas têm o seu espaço.

um brinde à renovação de TBT que ainda não aconteceu, mas tem que acontecer. Anda logo, Freeform!
3. Fala de assuntos importantes de forma leve
Vocês já devem ter percebido que TBT é uma série bem tranquila, o plot é bem simples e as meninas são bem comuns, o que nos faz nos identificar facilmente com alguma delas, mas até por causa disso, a série precisa de assuntos diferentes durante os episódios e é aí que ela aborda alguns tópicos importantíssimos. Feminismo e igualdade, autoconhecimento, câncer de mama, cyberbullying, xenofobia, imigração e estupro são alguns deles. Não rola um aprofundamento tão grande, mas os assuntos estão lá.

4. Representatividade
Eu sempre coloco representatividade como um dos motivos para assistir as séries que eu assisto e isso se deve ao fato de eu achar a representatividade essencial. Eu acredito que a mídia tem um poder muito grande e quanto mais pessoas diferentes se verem nela, mais confortáveis elas vão se sentir consigo mesmas. Em The Bold Type, além do trio principal ser diferente entre si e terem origens distintas, a gente também acompanha o romance da Kat com a Adena, que é lésbica e... muçulmana, (e como uma boa série problematizadora, TBT dá umas alfinetadinhas no papo de imigração). A Kat, no início, acredita ser heterossexual, até conhecer a Adena e perceber que sente algo mais por ela, é aí que ela se descobre bissexual (ou pan, não sabemos ainda) e decide investir nesse romance e meu-deus-do-céu-que-casal-mais-lindinho. Ah, e só pra enaltecer ainda mais a amizade das três personagens, em momento nenhum rolou algum estranhamento por parte da Sutton e da Jane, elas simplesmente aceitaram e apoiaram a Kat no novo relacionamento. 

kadena shippers, me add
5. Work, work, work
The Bold Type é uma série voltada pro público jovem adulto e é muito normal séries assim focarem na vida pessoal e esquecerem que os personagens também trabalham pra sobreviver, né não? Mas a série consegue conciliar muito bem a vida profissional e a vida pessoal das meninas (aliás, a maior parte da série se passa no trabalho), TBT foca no crescimento e maturidade profissional delas e é muito legal ver as meninas brilhando dentro (e fora) da empresa e acompanhar os dilemas sobre a vida adulta. E ainda nesse tópico, é lindo de ver a relação da chefe, Jacqueline, com seus funcionários. Ela não só tem uma empatia muito grande, como os incentiva a serem profissionais melhores e vou falar, ela é tão legal que chega a ser estranho, mas na verdade, é assim que devia ser, não é mesmo?

6. Sex & The City + Gossip Girl + O Diabo Veste Prada + Younger
Se você gosta dessas séries e desse filme, é muito provável que curta The Bold Type. Selecionei essas porque, em algum momento, TBT me lembrou elas por algum motivo. Além de se passar em Nova York, TBT conta a história de mulheres cativantes, independentes e fortes como em Sex & The City, se passa na redação de uma revista como em O Diabo Veste Prada, tem uma pitada de humor a lá Younger e lembra Gossip Girl por causa das situações e dilemas da vida (mas sem as intrigas e briguinhas bobas, claro). 

os amô da minha vida
7. Pra quem quer ser jornalista, é um prato cheio  
Talvez vocês tenham se perguntado porquê eu passei essa série na frente de Big Little Lies, já que TBT nem é aclamada e a sinopse é meio clichê e bom, saber que ela se passa numa redação foi o principal motivo. Pra quem ainda não sabe, The Bold Type foi inspirada na ex-editora-chefe da revista Cosmopolitan e por isso trata desse mundo todo de revistas direcionadas ao público feminino que falam sobre tudo. Quem quer ser jornalista, tipo eu, e gosta de assuntos que tenham a ver com moda, vai adorar ver o dia-a-dia das personagens trabalhando com isso e enfrentando situações que, imagino eu, qualquer pessoa que trabalha numa redação enfrenta. (Oi @ Capricho, me contrata)

8. Clichê, mas do jeitinho que a gente gosta
E pra finalizar, eu tenho que ser sincera: The Bold Type é um pouquinho clichê, sim. A série segue uma fórmula que é óbvio que vai agradar o público que curte esse estilo, mas mesmo assim é aquele clichêzinho que nos dá forças pra continuar. O diferencial tá nos assuntos  importantes e nas mulheres fortes e empoderadas da série. Elas aprendem com os seus erros e nos motivam a aprender com os nossos também. Eu sempre me sinto mais felizinha depois de assistir um episódio, sério mesmo, então se você tá procurando uma série mais tranquila mas que fala sobre assuntos que precisam ser falados pra assistir, pode apostar em The Bold Type, viu?
Eu não vou nem pedir desculpar por ter falado demais porque isso sempre acontece, então eu só espero que tenham gostado da dica e caso vocês estejam se perguntando: não, não tem na Netflix, choremos. Mas nessas horas, sempre dá pra recorrer àqueles sites que disponibilizam os episódios legendados, né?

VEJA MAIS:
Me acompanhe também nas redes sociais:
Copyright © 2016 LIKEGABS | Por Gabriela Soares , Blogger