Mostrando postagens com marcador Girl Power. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Girl Power. Mostrar todas as postagens

31 maio 2019

MÚSICA | uma injeção de autoestima com Lizzo

MÚSICA | uma injeção de autoestima com Lizzo
"Espelho, espelho meu... Não diga, porque eu já sei que sou linda."
É com esse quote maravilhoso que Lizzo nos presenteia na terceira faixa de seu mais novo álbum Cuz I Love You, que, aliás, tá recheado de letras poderosas, incríveis e que nos dão uma alta dose de autoestima e aula de amor próprio. Lizzo na verdade se chama Melissa, é norte-americana e, além de cantora, também é rapper, compositora e apresentadora. Pra deixar tudo melhor ainda, Lizzo é ativista e fala constantemente sobre ser mulher, negra, gorda e sobre o movimento LGBTQ+ e nós podemos ver tudo isso incorporado de uma maneira muito natural em suas músicas: "Eu vou lutar por todas as pessoas que são marginalizadas", contou Lizzo ao HUFFPOST.


Mas pra quem pensou que as músicas da cantora seriam pesadas ou tristes por falar de assuntos tão sérios como o machismo, a gordofobia e outros tipos de preconceitos, se enganou feio! Lizzo trata dessas pautas de uma forma divertida, irônica e cheia de atitude. O título do post não é a toa: ouvir esse mulherão da porr* cantar realmente é uma injeção de ânimo e autoestima. O mais legal é que ela sempre surpreende. As músicas, os ritmos e os clipes - nada é previsível, mas tudo é maravilhoso.
"Quando vocês ouvirem, eu quero que saibam que não estão sozinhos. Eu quero que vocês ouçam minhas músicas e se sintam conectados a mim. Eu espero que vocês possam colocar em prática o que eu estou dizendo na vida de cada um de vocês e, talvez assim, ter um dia melhor. Compartilhe essa experiência comigo. Celebre quem você é!" disse Lizzo.


Desde que assinou contrato com a grande Atlantic Records, ela tem ganhado mais espaço na mídia. Recentemente se apresentou no Coachella e também foi parte da trilha sonora de Alguém Especial da Netflix e, assim como suas músicas, Lizzo não chega devagar e muito menos com timidez. Ela tá chegando com tudo, quer passar a sua mensagem e não vai deixar ninguém a deter. 


Com letras como "Se você luta como uma garota, chore como uma garota. Faça sua coisa, comande o mundo inteiro" e "Eu sou a minha própria alma gêmea, nunca estou sozinha. Eu sei que sou uma rainha e não preciso de uma coroa" somadas ao seu ativismo e sua grande personalidade é impossível não se apaixonar por ela e perceber que seu sucesso não vai parar por aí. Lizzo ainda vai conquistar muita coisa, não é a toa que é uma das grandes apostas do pop para os próximos anos. Dito isso, vamos fazer essa deusa acontecer, pelo amor de Deus! Vai bisbilhotar o Spotify e o Instagram dela e depois me diz o que achou, viu?


VEJA MAIS:
Ei, antes de ir, dá uma olhadinha nas redes sociais? 
Fanpage | Instagram 

09 março 2019

#GIRLPOWER | 5 dicas para colocar a sororidade em prática

#GIRLPOWER | 5 dicas para colocar a sororidade em prática
Ontem foi o dia da mulher e eu fiquei feliz de ver que, cada vez mais, as discussões estão sendo voltadas pras questões de gênero e não reduzidas a um simples "parabéns" e barras de chocolate. Finalmente estamos tomando consciência de que essa é uma data feita pra debate, reflexão e busca por meios que melhorem a situação de vida de todas as mulheres ao redor do mundo. E é claro, existe muita coisa pra mudar, mas para lutarmos de uma forma saudável é preciso que exista união e mais do que nunca, muita sororidade. Por isso, o post de hoje é de uma mulher pra muitas mulheres, porque a gente fala muito sobre sororidade, mas como faz pra colocar ela em prática de verdade
SO•RO•RI•DA•DE (latim) subs. feminino
é a união e aliança entre mulheres, baseado na empatia e companheirismo, em busca de alcançar objetivos em comum. 

1. DIGA NÃO A RIVALIDADE FEMININA
Somos criadas em uma sociedade machista e isso é um fato. Portanto, não é surpresa alguma que tenhamos tendência a reproduzir falas e até algumas atitudes machistas. O primeiro passo pra praticar a sororidade é identificar essas atitudes e mudá-las, viu? Uma que é quase universal é a rivalidade feminina. Crescemos nos vendo como rivais o tempo inteiro e eu não tô nem falando de esportes ou vagas de emprego. É se ver como rivais na vida mesmo: por causa da roupa, de homem (alô, plots de comédias românticas), de popularidade, de beleza e até o nosso corpo é motivo de comparação. Reconhecer então que não somos rivais, mas sim amigas e que precisamos mais do que nunca dar as mãos é essencial para conseguirmos mudar o mundo. 


2. ESTENDA A MÃO PARA OUTRAS MULHERES
É simples: ajude as mulheres ao seu redor, dê a mão e ofereça os seus conhecimentos, mas também peça ajuda e confie no tato daquelas que podem te ajudar. Ajude suas amigas, sua mãe, estenda a mão à desconhecidas, una-se a elas, pense nelas e lute por elas também. Uma vez eu estava andando na rua a noite e uma moça desconhecida tocou o meu braço e perguntou se podíamos ir juntas. Ali eu percebi a importância da nossa irmandade. Eu nunca mais vi a moça, mas naquele momento ela me ajudou a andar na rua sem medo e eu acho que sororidade é nada mais nada menos do que isso: companheirismo, irmandade e empatia


3. CONSUMA E DIVULGUE O TRABALHO DE MULHERES
A desigualdade de gênero nos atinge de várias formas, em vários setores. O mercado de trabalho é um deles e causa um impacto enorme nas nossas vidas. Pesquisas já afirmaram, por exemplo, que um dos motivos pelo qual muitas mulheres permanecem em relacionamentos abusivos é a dependência econômica, tá vendo? Empregar mulheres, então, é também uma forma de luta e uma forma de mostrar que sim, somos tão capazes quanto qualquer homem por aí. Quando você consome o trabalho de outra mulher, você ajuda não só ela, mas todas nós. Então consuma, divulgue, enalteça e incentive o trabalho das mulheres que você admira. E mais do que isso: se esse for o seu sonho, empreenda também! Não deixe nada te parar. 


4. PRESTE ATENÇÃO EM OUTRAS VIVÊNCIAS 
Sororidade é sobre empatia e empatia é sobre se colocar no lugar do outro e não julgar. Acho que um dos passos mais importantes para praticar verdadeiramente a sororidade é perceber que somos diferentes e que nossas pautas, apesar de possuírem um mesmo fim, também são diversas, assim como nossas experiências de vida. É importante termos noção disso pra não julgarmos decisões diferentes das nossas e saber que a luta da coleguinha também é importante. Eu, como mulher negra, sei que a minha luta possui pautas diferentes da luta de uma mulher trans, por exemplo. Mas sei que as duas lutas são de extrema importância. Sei também que eu jamais decidiria ser dona de casa, mas se uma mulher decidiu que era isso que ela queria, então quem sou eu pra falar algo sobre? E é isso, ter sororidade é saber que somos múltiplas e respeitar as nossas diferenças, mas no fim, saber que a nossa união é que faz a força. 


5. SE IMPONHA QUANDO OUVIR COMENTÁRIOS MACHISTAS
Outra forma de praticar a sororidade é simplesmente se impondo. Já parou pra pensar em quanto comentário machista você escuta em um dia? É gente falando que tal coisa não é de mulher, que mulher não sabe dirigir, que em briga de marido e mulher não se mete a colher, que a culpa foi dela porque a roupa era curta demais, entre várias outras. Então quando ouvir e se sentir confortável pra isso, corrija! Explique porquê aquilo é ofensivo e dê o seu máximo para, pelo menos, fazer aquela pessoa pensar. Corrigir alguém com pensamento machista e propor uma reflexão para aquela pessoa em cima da fala pode poupar uma próxima mulher de ouvir o mesmo comentário (afinal, na próxima vez o ser humaninho já vai lembrar do seu esporro antes de abrir a boca, né não?)


E cabô! Deixa aí embaixo outras formas de praticar a sororidade no nosso dia-a-dia e vamos criar uma corrente cheia de união. Um beijão ❥

VEJA MAIS:
Acompanhe o blog nas redes sociais:

01 março 2019

RESENHA | Por Todas Nós (Ellora Haonne)

RESENHA | Por Todas Nós (Ellora Haonne)
Nada melhor do que começar o mês da mulher com um livro que fala sobre esse tema, né? Por isso a resenha de hoje é do Por Todas Nós: Conselhos que não recebi sobre luta, amor e ser mulher, da Ellora Haonne. Ela é dona de um dos meus canais favoritos no youtube (já falei sobre ela aqui) aí claro, decidi dar uma chance pro livro dela também. Vem saber o que eu achei!
SINOPSE: Uma das coisas mais complexas da vida é a luta para aceitar-se. Todos os dias, travamos uma batalha contra nós mesmas, nossos desejos, nossa sexualidade e nosso corpo. Nunca é o suficiente, sempre falta algo. POR TODAS NÓS surge como um ombro amigo e solidário, mostrando que não estamos sozinhas em nossos sofrimentos diários e precisamos questionar tudo aquilo que a sociedade impõe – sem julgamentos nem padrões preconcebidos. Ellora Haonne se despe de qualquer paradigma que você já leu antes e compartilha seus medos e suas experiências, dando conselhos que nunca deram a ela e pronta para lutar por aquilo que acredita!
"Não dá para enxergar seu corpo como uma prisão"
O Por Todas Nós é a cara da Ellora: tranquilo, confortante e good vibes. O livro é realmente um compilado de conselhos e reflexões e em vários momentos senti como se fosse mesmo uma irmã mais velha conversando comigo. Os assuntos abordados são vários: autoestima, saúde mental, autoconhecimento, relacionamentos amorosos e familiares, feminismo e felicidade, mas nada super aprofundado. Cada um separado por um capítulo curto reservado àquele assunto e sempre no formato "conversa de bar", ou seja, nada difícil de entender, bem descontraído e íntimo. A leitura toda parece uma festa do pijama com a sua amiga favorita.

"...porque só existe uma de você"
Pra quem acompanha o canal da youtuber é provável que o livro pareça repetitivo, pelo menos foi isso que eu senti. Os assuntos são os mesmos, da mesma forma e com as mesmas palavras que ela aborda no youtube. Parece mais uma fórmula que ela sabe que funciona nos vídeos, só que dessa vez transferidas pro papel e com ilustrações fofinhas ao lado. Mas isso não foi algo super negativo e, na verdade, é compreensível porque Ellora nos conta sobre sua vivência, e né, ela é uma só hahah. Mas eu admito: se o livro fosse só isso, talvez eu não tivesse gostado tanto quanto gostei porque o que me conquistou de verdade foram os momentos interativos.

"Cada um de nós é um universo inteiro"
Isso mesmo, momentos interativos! Eles foram a minha parte favorita da leitura. No final de cada capítulo, Ellora nos propõe um momento desses, ou seja, depois de ela abrir o coração, chega a nossa vez. Exercícios como a lista de regras a não seguir, no qual a leitora escreve algumas regras que a sociedade nos impõe, mas que não fazem o mínimo sentido, a lista de superpoderes, um exercício pra listar os nossos próprios talentos que a gente, muitas vezes, menospreza e reflexões como o que é família? O que o amor já te ensinou? Como você pode melhorar? são exemplos. Os exercícios são sempre bem pessoais e eu refleti bastante enquanto fazia, uma baita ajuda pro autoconhecimento. Não é a toa que Ellora chega a chamar a leitora de sua coautora: a gente literalmente constrói o livro juntas e no fim, ele vira um diário também.

"Permita-se viver todas as emoções (até as ruins!)"
Por Todas Nós não é pra se ler numa sentada. Quer dizer, ele é curtinho então isso é possível, mas a proposta não é essa. Pra entrar nessa jornada de autoconhecimento, é preciso tempo pra pensar nas suas próprias questões e responder as interações. A capa, assim como a edição, tá linda e as fontes e ilustrações (essas últimas feitas pela própria youtuber) estão muito fofas. O livro, por dentro, não tem aquele formato rígido de texto, é tudo meio livre: uma ilustração em algum lugar da página, uma frase jogada aqui, um significado de uma palavra acolá. Parece um caderninho cheio de anotações, tanto que ás vezes a gente nem sabe o que ler primeiro, juro! Isso me deixou confusa ás vezes, mas no geral, o formato ficou uma graça.

"Seja uma mulher que levanta outras mulheres. Isso te fortalece." 
Enfim, esse é um livro daqueles que é mais fotogênico do que nós mesmos, super instagrammável HAHAH e o fundamental: tem um conteúdo muito legal. No geral, eu recomendo sim a leitura, gostei muito e daria 4 estrelinhas de 5. Como eu disse ali no início, quem assiste os vídeos dela não vai se surpreender muito com nada, mas se deixar se levar pelos momentos interativos, vai rolar uma experiência bem bacana e íntima como foi a minha. Pra quem ainda não conhece a youtuber, só se joga, mana! Ah, acho o Por Todas Nós um belo presente pra aquela amiga que tá precisando se amar um pouquinho mais ou quer iniciar no feminismo, viu? Agora me contem, vocês já leram, pretendem ler ou passam longe de livro de youtuber? Quero saber!


E por fim, deixa eu perguntar: tu já seguiu o Instagram do blog? Não? Clica e me avisa aí embaixo que eu sigo de volta, migues ❥

VEJA MAIS:

22 fevereiro 2019

EMPODERAMENTO | 4 lições valiosas com Dumplin'

EMPODERAMENTO | 4 lições valiosas com Dumplin'
Dumplin' estreou há pouco tempo na Netflix e já se tornou um dos meus comfort movies. Baseado no livro - que também se chama Dumplin' - a história gira em torno de Willowdean (Danielle MacDonald), uma adolescente gorda que é filha de uma ex miss (Jennifer Aniston) cuja vida, até hoje, se baseia nos concursos que ela venceu lá em 1991. Willowdean decide então participar do concurso que sua mãe tanto prestigia e a partir daí o filme nos conquista com body positivism, muita amizade, foco na relação de mãe e filha e reflexão sobre os padrões da sociedade.  Inspirada por isso, criei uma listinha com 4 lições valiosas que o filme nos passa sobre empoderamento. Olha só:

1. TODO CORPO É UM CORPO DE BIQUÍNI
Vai chegando o verão e o número de matérias que surgem sobre "como atingir o corpo de verão" é incontável. Mas você já parou pra se perguntar por que um "corpo de praia" não é simplesmente qualquer corpo na praia? E é exatamente isso que o filme faz questão de criticar: essas coisas sem noção que a sociedade criou algum dia e que, por algum motivo inexplicável, a gente continua reproduzindo. Willowdean e suas amigas Ellen (Odeya Rush), Millie (Maddie Baillio) e Hannah (Bex-Taylor Klaus) estão ali pra nos mostrar que somos todas lindas de jeitos muito diferentes, e pra dizer que sim, todo corpo é válido e perfeito pra usar biquíni.


2. CERQUE-SE DE PESSOAS QUE TE FAZEM BEM
Amizade. Tá aí outro assunto que o filme fala muito e muito bem. Além da melhor amiga Ellen que se joga no concurso pra apoiar Will, ao longo do filme a protagonista faz amizade com outras meninas da competição e com algumas drag queens maravilhosas que se tornam um verdadeiro grupo de apoio: todas totalmente diferentes, mas com um objetivo em comum e a qualidade de serem pessoas que acreditam nela e a incentivam, enquanto Willowdean faz o mesmo em retorno. São relações muito saudáveis. Relações de troca em que cada uma contribui da maneira que pode, com incentivo e confiança, da forma como amizades realmente devem ser. Como Will cita: lealdade é amizade sincera.


3. MULHERES EMPODERADAS EMPODERAM MULHERES
Quando você constrói a sua autoestima, é muito mais fácil ajudar outra pessoa a se amar também, e ás vezes isso acontece até inconscientemente, como no filme. Uma cena muito legal (leve spoiler a seguir) acontece bem no início, quando Will se inscreve no concurso e logo outra menina chamada Millie , que também é gorda se inscreve, deixando bem claro pra ela que "Se você se inscrever, eu também vou!" (fim do spoiler). A cena é rápida, mas é muito importante e nos prova que empoderamento e representatividade estão muito ligados e é por isso que mulheres levantam mulheres, porque quando uma percebe que é capaz, outras acabam passando pelo mesmo processo. União é fundamental. 


4. A AUTOESTIMA COMEÇA DE DENTRO PRA FORA
Dumplin' também nos lembra sobre como a aceitação é um processo que tem que começar por você. No filme, Will não parece se importar tanto com o seu peso, mas por causa dele, ela possui certas inseguranças. Claro, é inevitável não ter inseguranças, mas quando elas atrapalham a sua vida é sinal de que tem algo de errado. Dumplin' usa a relação com Bo (Luke Benward), o crush de Will, pra falar dessa situação na qual mesmo com ele dizendo que ela é linda, Will custa muito a acreditar. Ela precisa de todo um processo pra se sentir realmente empoderada e aí sim, acreditar na palavra de Bo. 

A melhor parte e o diferencial de Dumplin' é que o processo de Will não envolve emagrecimento. Isso nem passa pela cabeça dela. O filme simplesmente cumpre o seu papel de dizer que aceitação precisa começar de dentro pra fora e que alterar o jeitinho que você é não é preciso pra fazer acontecer. O processo, óbvio, é mais lento e demorado do que no filme, mas a Will tá aí pra nos dizer que tá tudo bem. 

Eu foquei aqui nas lições que têm mais a ver com autoestima, mas uma liçãozinha extra é a de que todo mundo tem as suas batalhas internas. É muito legal como Dumplin' conseguiu trabalhar vários assuntos importantes de uma forma tão leve e divertida, por isso eu recomendo muito. Agora vai dar biscoito pra esse filme, por favor!


Gostou? Compartilha com as migas pra elas assistirem esse hino de filme também! Ah, e antes de ir, queria avisar que eu criei um Instagram pro blog (@likegabs), desse jeito é mais fácil de ficar por dentro dos posts, além de eu postar outras imagens bonitinhas e incentivadoras por lá. Se seguir, me avisa, viu? Um beijão e até o próximo post ❥.

VEJA MAIS:

Me acompanhe também nas redes sociais: 

08 março 2018

FEMINISMO | 5 coisas que eu aprendi com o movimento

FEMINISMO | 5 coisas que eu aprendi com o movimento
Ilustração: Marquestalita
OI, AMORES! Hoje, 8 de março, é conhecido mundialmente como o Dia da Mulher, o dia em que nos recebem com rosas e bombons em todos os lugares, mas a verdade é que hoje (assim como todos os dias) não é apenas um dia pra se receber lembrancinhas, mas sim um dia pra pensarmos, refletirmos e acharmos um jeito de melhorar a situação das mulheres do mundo inteiro, afinal, não adianta nos dar flores hoje e amanhã nos jogar espinhos, entendem? O que me fez entender isso foram diversas pessoas à minha volta e, principalmente, um movimento que abriu os meus olhos pra muitas coisas: o feminismo. Eu comecei a entender melhor sobre isso lá em meados de 2014 e, desde então, sinto que tenho crescido muito como pessoa e, principalmente, como mulher. E claro, já que hoje é o nosso dia e tem tudo a ver, eu decidi mostrar aqui algumas coisinhas que aprendi - e sigo aprendendo - com o feminismo, vi esse estilo de post pela primeira vez lá no Quebrar O Silêncio e achei válido trazer pra cá. Bora lá?

Como eu disse, eu comecei a entrar de cabeça no mundo do feminismo lá em 2014, quando duas amigas minhas apresentaram um trabalho escolar sobre o assunto e eu lembro direitinho de mim pensando: "Cara, isso tudo faz muito sentido!". Essa também foi a época em que eu tava começando a aceitar o meu corpo porque em 2013 eu tinha desenvolvido um ódio muito grande pela minha magreza. O movimento teve, então, um papel muito grande na minha autoaceitação porque o rolê feminista preza muito pelo body positive e pelo amor próprio e isso foi muito importante pra eu entender que eu era linda do meu jeitinho. Pra falar a verdade, acho que essa foi a primeira lição que eu tive com o feminismo e de lá pra cá, foi só mais conhecimento!


Eu nunca fui uma pessoa que curte discutir e, na verdade, continuo não sendo. Mas com o tempo aprendi que problematizar é muito necessário pra gerar algum tipo de reflexão em cima de determinado assunto, sabe? E é claro que na internet da vida existem problematizações desnecessárias, mas isso não exclui o fato de que pensar nos problemas que nós temos e tentar buscar soluções pra eles é algo extremamente importante. Outra coisa que eu aprendi também é que problematizar não é, necessariamente, sinônimo de briga. Dá pra problematizar sem brigar, apenas tendo uma discussão saudável com quem tem opinião diferente da sua e tá com a mente aberta e disposta a receber outros pontos de vista. O importante mesmo é fazer todo mundo pensar.

Essas quatro palavrinhas aqui se relacionam e são muito importantes. Quando a gente vive na nossa bolha, nós acabamos não percebendo que o mundo é muito maior do que o nosso ciclo social e que existe uma coisa chamada contexto. Cada indivíduo vive em um contexto totalmente diferente do seu, passa por coisas totalmente diferentes, tem acesso a informações e oportunidades que podem ser diferentes das suas e por isso, é importante ter empatia pra tentar compreender minimamente a vida  e as escolhas do outro. Seguindo essa mesma linha de pensamento, quando estamos ali com o nosso ciclo social em que é todo mundo meio parecido, nós simplesmente esquecemos que o privilégio existe, e quando a gente se dá conta dessa existência e assume que em algumas coisas nós somos, sim, mais privilegiados do que outros, é muito mais fácil usar isso ao nosso favor pra ajudar quem não tem as mesmas oportunidades. Junto a isso tudo, nem precisa falar porquê o respeito é uma das palavras chave, né? Feminista ou não, respeito é uma palavrinha que tem que estar na vida de todo mundo.

É claro, isso é algo que todo mundo já sabe, mas quando se começa a trazer isso pra vida de verdade, é uma maravilha. A menina quer brincar de carrinho? Deixa ela! O garoto beijou um menino? E daí, gente. A garota tá comprando na seção masculina? Quem liga, mores. Nós somos pessoas autênticas com gostos diferentes e é isso que nos faz especiais. Nos colocar numa caixinha dizendo o que a gente pode ou não ser, usar e amar não faz sentido. Desde que não faça mal pra você nem pra ninguém, não tem porquê se importar com o jeito que os outros levam a vida, entendem? Eu sou dona de mim, você é dona de si, nós somos donos dos nossos corpos e é isso aí.


Deixei por último pra fechar com chave de ouro, né não? O feminismo me fez abrir os olhos e perceber que, sim, nós realmente somos criadas pra ver a coleguinha como rival e isso é visível em várias situações. Somos ensinadas a nos odiar por tudo, a querer ser a mais gostosa, a mais popular, a mais bonita. Botaram na nossa cabeça que ter amigos do sexo masculino é muito mais cool do que ter amigas mulheres porque "mulheres são falsas". E ó, pega algum filme clichê aí e me diz: o plot envolve competição feminina? Eu duvido que a resposta seja não. E quer saber? Isso não é ok! Eu aprendi que rivalidade feminina não vai nos levar a lugar nenhum e que daora mesmo é se unir. Então valorize as suas amizades femininas, valorize as mulheres à sua volta porque nós merecemos! Seja, principalmente, uma mulher que levanta outras mulheres.


E cabô! Compartilhem aí embaixo as coisas que vocês também aprendem diariamente com grupos/movimentos sociais, eu vou adorar ler tudo e aprender também. E um feliz dia da mulher pra todas nós, que o nosso presente seja, hoje e sempre, muito respeito!

VEJA MAIS:

Me acompanhe também nas redes sociais:

04 janeiro 2018

PRA VOCÊ | 4 passos para entender que você já tem um corpo de praia

PRA VOCÊ |  4 passos para entender que você já tem um corpo de praia
Foto: Projeto Resistir da The Bralette Boutique
OI, GENTE! Já é janeiro e isso significa que pra muitos de nós é a famosa hora de estar na praia e, nessa época, o que eu mais vejo nas redes sociais são mulheres falando sobre alcançar o "corpo de verão", reclamando que "não podem" ir a praia por estarem acima do peso, se martirizando por terem comido muito na ceia. Vejo muitas meninas gordas se sentindo pra baixo, afinal tudo que a gente encontra por aí são dietas milagrosas pra emagrecer e alcançar o tal do "corpo de praia". Mas o que diabos é o corpo de praia? Por que ele existe? Um corpo de praia não devia ser, simplesmente, os nossos corpos na... praia? É por isso que eu separei nesse post quatro dicas pra você enxergar que o seu corpo é um corpo válido seja ele do jeito que for. Todas nós merecemos aproveitar a praia, e mais que estar lá, merecemos nos sentir confortáveis com o nosso corpo, afinal, ele é o nosso lar.

Ok, respira. Olhe pro seu corpo no espelho, aliás, se olhar sem roupa é uma boa, viu? A gente passa tanto tempo se escondendo com roupas em pontos estratégicos que acabamos não nos vendo por inteiro. Veja tudo que você tem orgulho e tudo que te incomoda no seu corpo. Analise o que te incomoda. São as celulites? As estrias? A barriga? Pense sobre isso. Por que isso te incomoda se é uma coisa natural que 90% das pessoas têm? Por que você acha que não tem o direito de usar um biquíni? Eu sei que quando bate a insegurança, a última coisa que queremos fazer é nos olhar no espelho, mas a verdade é que ele é o nosso melhor amigo nessa etapa. Se olha, se enxerga, se acostume com o seu próprio corpo. 
Tenha consciência de que você é uma pessoa real e é normal ter inseguranças porque pessoas reais não são como as da revista, não são como na TV e nem 100% como as influencers do Instagram. E pra ilustrar esse primeiro passo, aqui vai um vídeo da maravilhosa Ellora Haonne, em que ela mostra o corpo dela sem edição, sem pose, apenas como ele é de verdade. Pra gente ver como não vale a pena se comparar com fotos da internet e que somos pessoas reais e, sabe, tá tudo bem com isso.
Eu não posso chegar aqui e dizer que você vai aceitar as suas inseguranças de um dia pro outro como se fosse fácil, porque isso não é verdade. Tudo leva tempo e uma das grandes razões pelas quais a gente passa a odiar o nosso próprio corpo é a mídia. E, apesar de o cenário estar mudando aos poucos, grande parte da publicidade ainda nos rodeia de pessoas sempre magras e dentro do padrão de beleza, sendo que, muitas vezes, nem mesmo a pessoa da publicidade é daquele jeito (alô, photoshop). Então, pra gente se aceitar, nada mais justo do que seguir o caminho inverso: se a mídia quer nos rodear de pessoas dentro de um padrão inalcançável, nós vamos nos rodear de pessoas reais, assim como a gente. Então siga perfis de pessoas como você, pessoas que te motivem a exercitar o amor próprio. Isso é muito louco, mas a verdade é que quanto mais a gente vê representatividade, mais a gente se aceita
Como eu disse ali em cima, não é do dia pra noite que a gente passa a se aceitar, não existe uma fórmula mágica e não são 4 passos que vão mudar a sua mente em 10 minutos. A aceitação leva tempo, mais pra uns do que pra outros. E também vale lembrar que amar a si mesma não é se amar só quando chegar num objetivo, por exemplo "Ah, quando eu pesar tantos quilos, aí sim eu vou me amar". Não! Amar a si mesma é algo pra se praticar aqui e agora, do jeito que você é, visando a sua realidade. Mas é claro, não é fácil ir contra tudo o que colocam constantemente na nossa cabeça, não é fácil enfrentar todos aqueles que dizem que o nosso corpo não é bonito, e é preciso muita força e coragem pra ir contra tudo isso, afinal, os olhares das pessoas à nossa volta não estão acostumados com pessoas que assumem os seus corpos como são, então esse amor e força tem que vir de dentro de ti. Logo, aceitar-se é uma revolução, então seja gentil consigo mesma e entenda que tudo vai acontecendo por etapas.
E então, quando se sentir à vontade pra isso, vá a praia e pronto, você tem um corpo de praia: o seu. Você vai ver o quanto é libertador não se sentir presa a ter que usar short pra diminuir a pancinha ou pra esconder sua celulite, porque elas são parte de você e ninguém tem nada a ver com isso. Além do mais, você vai ajudar outras meninas porque como eu disse ali em cima: representatividade é tudo! Quanto mais se enfrenta o padrão, mais se ganha força pra que, um dia, nenhuma de nós se sinta presa a ele. E pras manas magras, como eu, também tem como ajudar espalhando a mensagem de autoestima, ajudando suas amigas a se sentirem melhores, sabe? É tudo questão de mudar a visão que nos deram de que tal corpo não é válido. De que gorda é insulto. De que a gente deve se encaixar no padrão ao invés do padrão se expandir pra atender todas nós. Então bora trabalhar isso, todas juntas.


Falei demais, mas foi por uma boa causa! E por fim, eu sei que esse é um caminho difícil, mas se você começar a exercitar o amor próprio agora, quem sabe no ano que vem você já se sente mais a vontade pra ir a praia do jeitinho que você é, hein? Um cheiro e muito amor próprio pra vocês, amores!

VEJA MAIS:
Me acompanhe também nas redes sociais:

16 agosto 2017

PRA VOCÊ | 5 dicas para ser mais positiva

PRA VOCÊ | 5 dicas para ser mais positiva
Foto: Allef Vinícius
ALÔ, MANAS! Tudo bom com vocês? Sempre que eu faço algum post e menciono a positividade e o poder dela, sempre tem alguém que comenta que queria ser mais positivo e não consegue. É claro, eu não sou a pessoa mais positiva do mundo, aliás, ainda sou bem pessimista de vez em quando (sou capricorniana, né mores), mas há muito tempo tenho tentado mudar isso e ver o lado bom das situações, e posso garantir que quando a gente faz isso, ficamos até mais leves. É claro, não sou nenhuma psicóloga ou expert no assunto, mas separei algumas dicas que funcionaram e ainda funcionam comigo e espero que funcione com vocês também. Afinal, já tem muita negatividade no mundo, não precisamos disso dentro da gente também, né?

E pare de se cobrar tanto também. Se tem uma coisa que eu aprendi nesses 19 anos, foi que se comparar nunca é saudável, porque você sempre vai estar superior ou inferior a alguém e se sentir feliz por estar acima ou triste por estar abaixo de outra pessoa não vai fazer nada além de ferrar com a sua saúde mental. Então não se compare e não seja tão dura consigo mesma, aliás, comece a usar essas pessoas com as quais você se compara como inspiração. É muito melhor olhar a foto de alguém bem sucedido e pensar "Se essa pessoa conseguiu, eu também consigo!" do que pensar que deveria ser você no lugar dela, entendem a diferença? Além de ser um pensamento muito mais saudável e positivo, ainda vai te motivar a se esforçar pra alcançar os seus objetivos.
Parece bobo, mas simplesmente agradecer e avaliar tudo o que a gente tem também é uma forma de nos tornarmos mais positivos. Ás vezes parece que nada de bom acontece com a gente, só com os outros (de novo a coisa de se comparar), mas eu garanto que acontece sim. Uma coisa que me ajudou muito em um momento que eu tava me sentindo um verdadeiro lixo e não conseguia enxergar nenhum momento bom foi fazer uma jarra da felicidade. Pra quem não sabe o que é, eu explico: é só pegar um recipiente pra guardar alguns papeis, pode ser um pote, um baú, uma caixinha qualquer (no meu caso, eu peguei um pote de vidro com tampa), e sempre, todos os dias, anotar pelo menos uma coisa que te fez sorrir naquelas 24 horas em um pedaço de papel e depois colocar dentro do seu pote/baú/caixa. Pode ser uma música que te fez sentir bem, uma conversa com alguém na sala de espera do consultório médico, um abraço, o jeito que o seu cachorro te recebeu quando você chegou em casa. Qualquer coisa. No fim do ano, quando você abrir aquele pote, você vai perceber que aconteceu muita coisa boa e que você sorriu diversas vezes, embora não pareça. Acreditem em mim, eu fiz isso em um ano bem complicado e me fez muito bem, achei que não ia ter momento algum pra colocar na jarra, e no fim, ela quase transbordou de tanto papel. Você vai perceber que tem muito pelo que agradecer e que a vida não é tão ruim quanto parece.

As pessoas confundem muito ser positivo com ser feliz 100% do tempo e eu tô aqui pra dizer que uma coisa não tem nada a ver com a outra. Acho que ser positivo tem muito mais a ver com aceitar as suas dores, senti-las e aí sim pensar em uma solução pra elas. Ninguém é feliz o tempo inteiro e é essencial ter noção disso porque se a gente fingir ser algo que não é, é capaz de isso nos sobrecarregar e a gente acabar ficando mais pra baixo ainda, o que não é nada saudável. Por isso abrace as suas dores, respire fundo e perceba quando é hora de ligar pra alguém e desabafar, jogar tudo pra fora, porque pra ter espaço pros sentimentos bons, é necessário expulsar os ruins de dentro da gente quando esses aparecerem. Guardar sentimento só acumula, e o acúmulo pesa.


Olha, honestamente, não existe coisa melhor do que isso! Parece uma dica óbvia, mas ás vezes mantemos pessoas tóxicas na nossa vida por costume, por não conseguirmos nos desvencilhar delas ou ás vezes porque simplesmente não enxergamos que ela nos faz mal mesmo (os relacionamentos abusivos tão aí pra nos provar isso, né?) isso acontece muitas vezes porque aquela pessoa já nos proporcionou momentos bons no passado, mas quando ela começa a te fazer sentir mal e andar com ela passa a ser um fardo, é melhor se afastar. Sabe aquele "amigo" que só te deixa pra baixo o tempo inteiro? Talvez seja melhor repensar. Aquele namoro que tá acabando contigo e te faz chorar mais do que sorrir? Talvez seja melhor repensar. É claro, você não precisa excluir a pessoa da sua vida de imediato, ás vezes uma conversa sincera ajuda, mas se nem isso der certo, a melhor opção é abandonar essa relação mesmo. Você precisa se cercar de coisas boas e o mesmo vale pra pessoas. Um relacionamento (seja ele de amizade, namoro, etc) deve ser recíproco e, se ele não tem te proporcionado nada além de dor de cabeça, talvez seja melhor parar
A dica mais importante, mas que também é a mais difícil de todas. Não existe uma fórmula mágica pra isso acontecer e não acontece da noite pro dia, é um processo longo, complicado e diferente pra todo mundo, mas quer saber? Eu acredito que cada uma das dicas anteriores é um passo pra mais perto do amor próprio, por isso eu as considero tão importantes. É importante sabermos que somos lindos (por dentro e por fora) e únicos, e eu sei que ter consciência disso não é fácil, mas ver a vida de um modo mais positivo é um dos passos pra isso acontecer, e de pouco em pouco, a gente consegue, você consegue. 

E cabô! Eu espero que vocês tenham gostado das dicas, não é nada demais, mas ás vezes precisamos ser lembrados de coisas assim, né? Espero que ajude vocês, um cheiro ♡

VEJA MAIS:
Me acompanhe também nas redes sociais:
Copyright © 2016 LIKEGABS | Por Gabriela Soares , Blogger