Ei, tudo bem por aí? Primeiro post do ano. Já tava tudo preparado: seria a parte 2 da TAG musical. Mas daí o que acontece? Bom, o Brasil me obriga a beber a mexer na agenda do blog. Ontem a internet foi a loucura: a ministra Damares Alves fez a seguinte declaração: "Meninas vestem rosa, e meninos vestem azul!". Não contente, ela ainda repetiu a frase infeliz. Mas poxa, acho que não é bem assim não, hein?
Nós vamos ser o que quisermos, como quisermos, usando a cor que bem entendermos.
Por isso, eis aqui um post cheinho de vezes que meninas arrasaram usando azul e vezes que meninos arrasaram usando rosa. Mas antes, bora entender de onde saiu essa concepção ultrapassada das cores?
Antigamente essa distinção de cores não existia, e quando se iniciou lá perto da época da Primeira Guerra Mundial, ainda que só pra crianças, existia um artigo que defendia exatamente o contrário do que consideramos tradicional hoje: rosa era pra meninos, por ser uma cor mais "forte e decidida" e azul servia para meninas por ser mais "delicado e amável", ou seja, a imposição é ao contrário, mas o machismo? Ah, esse é exatamente igual. Com o tempo isso se inverteu e, pelas pesquisas que fiz, não existem motivos realmente válidos pra isso, só palpites. O que a gente sabe é que as lojas passaram a investir nesse esteriótipo. Segundo o El País, foi a partir dos anos 80 que o rosa se impôs definitivamente na paleta de cores de produtos femininos, e pegou, né? Até hoje a gente tem que lidar com frases como essas aí da senhora ministra. Mas fato é que o mundo evoluiu, e a gente sabe bem que podemos usar as cores que quisermos, porque, afinal, cor não tem gênero.
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Impôr cores específicas pra cada gênero tem um total de 0 vantagens. Um garoto que gosta de rosa, seja na infância ou na vida adulta, se sente errado por isso, e o mesmo acontece com a menina que gosta de azul. Isso pode parecer bobinho, mas essa cultura cria adultos que se sentem deslocados, e quando se trata do sexo masculino, gera a famosa masculinidade frágil. Quantos homens vocês conhecem que têm pavor de usar qualquer coisinha cor de rosa? Pois é. Além disso, existe também a ideia de que homens que usam rosa são todos homossexuais e que mulheres que preferem azul são exclusivamente lésbicas (e isso é tão ridículo que parece piada). Cores não tornam ninguém gay ou hétero. Sexualidade não se escolhe e as cores que você usa nada tem a ver com ela. Portanto, esse binarismo de cores é uma construção social sem sentido, ultrapassada e limitante, que tira toda a graça da diversidade. E por falar nela, é sempre bom lembrar que existem outras cores além do rosa/azul. Tá tudo bem ser homem e adorar rosa. Tudo bem ser mulher e preferir azul. Tá tudo bem gostar dos dois ou de nenhum também, existem milhares de cores por aí.
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Ih, parece que as celebridades quebraram as regras e tão bem de boa com isso, né não? Brincadeiras á parte, esse post é só pra lembrar que você pode (e deve!!!) ser e usar o que quiser. Cores não têm gênero, roupas também não! Se te faz bem, usa mesmo, sem medo de ser feliz. É 2019, gente! Século XXI. Ninguém tem absolutamente nada a ver com as suas escolhas.
Cabô! E agora eu quero saber de você, mana. Já tirou sua blusinha azul do armário hoje?
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