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07 junho 2019

TEXTO | a autoestima é um só processo (mas você vai passar por ele várias vezes)

TEXTO | a autoestima é um só processo (mas você vai passar por ele várias vezes)
2013 foi um dos piores anos da minha vida. Foi a primeira vez que eu troquei de escola e, pra melhorar, foi bem no ano em que eu ia começar o bendito ensino médio. A escola, muito maior do que a minha anterior, me fazia sentir pequena e consequentemente a cada dia que passava eu me escondia mais ainda. Nessa época, eu usava um óculos quadradinho, cor de rosa e pequenino - pra combinar com a autoestima.

Em contraponto, 2014 foi um dos melhores anos. É por causa dele e do ano seguinte que, até hoje, eu tenho um carinho especial pela escola na qual cursei o ensino médio. Esse foi o ano em que tudo se alinhou. Pela primeira vez eu aprendi a excluir tudo aquilo que não me acrescentava nada. Foi o ano em que eu conheci e/ou me aproximei mais ainda de pessoas que são as minhas melhores amigas até agora. Foi o ano em que conheci, entendi e me aliei de vez ao feminismo e a coisa mais importante de todas: foi o ano em que aprendi a me olhar no espelho e me amar por inteirinho. Junto com tudo isso, 2014 também foi o ano em que eu troquei aquele óculos cor-de-rosa por lentes de contato e, sem querer, acabei associando elas com a minha autoestima. Eu não tinha percebido isso. 

Até agora.

Em maio desse ano as lentes começaram a me incomodar, o olho começou a doer e chegou um momento em que a dor ficou insuportável, o que me levou a, claro, consultar a oftalmologista. Depois desse rolê todo (lê-se: consulta) descobri que eu usava as lentes de contato por muito tempo e o meu olho não conseguia se lubrificar. Ficou decidido, então, que eu precisava voltar com o óculos, pelo menos por um tempinho, só para descansar a visão. Então lá fui eu, de mãos dadas com os meus 6,5 graus de miopia (+1 de astigmatismo) escolher um óculos após cinco anos sem nem querer saber deles. 

Escolhi, encomendei e chegou. E aí, migas, é que a coisa ficou feia: percebi que aquela Gabriela insegura de 2013 ainda vive aqui dentro e foi só colocar o óculos de grau no meu rosto para ela dar as caras. Me olhei no espelho e chorei muito. Foi como se, em um segundo, todos esses anos construindo o meu amor próprio tivessem sido em vão. Como se um objeto pequenino e leve como um óculos de grau pudesse tirar todo o meu poder de mim.

Eu me senti vulnerável e pequena de novo e perguntei para mim mesma como que alguém que tá sempre discursando sobre autoestima por aí se deixa abalar com algo tão minúsculo. E aí, a resposta apareceu bem rápido: a autoestima não é um ponto de chegada e dar de cara com ela uma vez não é o mesmo que conseguir mantê-la por perto todos os dias. O amor próprio, na verdade, é como todos os outros sentimentos bons que sentimos: eles são parte do nosso caminho, possuem altos e baixos e devemos constantemente fazer o nosso melhor para estarmos sempre pertinho dessas sensações, mas não é tão fácil quanto parece.

Eu achava que uma vez conquistada, ela estaria comigo pra sempre. Eu achava que ela era inquebrável e permanente, só que não. A autoestima, eu concluí, é um processo pelo qual a gente passa não uma, não duas, mas diversas vezes durante a vida. Em 2013 eu tive minhas experiências com esse processo, em 2014 outra totalmente diferente e agora, em 2019, recebi um chacoalho novamente. E tudo bem, sabe? Porque depois de refletir bastante, ficou claro que tudo isso é sobre o nosso interior e não o exterior necessariamente. Bobo, eu sei. Eu também achei que eu já sabia disso. Mas na prática, o óculos de grau me ensinou que não. Eu entendi que, mais do que tudo, autoestima é sobre se olhar com carinho, afinal de contas, somos nós quem mandamos para o nosso corpo os sinais sobre como ele deve se sentir e se já nos enxergamos com ódio e tristeza, é essa a mensagem que ele irá receber. 

Autoestima é sobre enxergar com amor até as características que você não aprecia tanto assim. É sobre se ver com menos julgamento e mais afeto. É sobre saber que é esse corpo, com todas as suas perfeições, imperfeições (e adereços, no meu caso) que te carregou para todos os lugares aos quais vocês já chegou e que vai te levar para todos os lugares em que você ainda vai chegar. É sobre andar de cabeça erguida sabendo que como você se parece jamais deve definir como você se sente sobre si mesma. É saber que, na verdade, é exatamente o contrário. É  também entender que você, provavelmente, não vai se sentir excepcionalmente bonita 24 horas por dia 365 dias por ano, mas mesmo assim, que deve se enxergar com carinho já que é esse olhar afetivo que vai, um dia, te fazer se ver como alguém incrivelmente suficiente no espelho. 

Eu ainda não me sinto 100% bonita com o meu óculos, mas tenho treinado olhar o meu reflexo com mais apreço e ternura e eu garanto que tenho me sentido melhor. Compreendi que o amor próprio é um processo, que ele faz parte do meu caminho, e defini que eu estou 100% disposta a embarcar nessa aventura mais uma vez, afinal, eu sei o quanto se ver de forma mais afetuosa faz bem. Por essas e outras que eu te convido a entrar nessa aventura comigo. Vamos aprendendo a amar os nossos detalhes devagarinho, mas vamos juntas nessa, que tal?


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24 maio 2019

TEXTO | não deixe para 01/01

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Eu lembro que do meio pro fim do ano passado, surgiu em mim uma vontade louca de mudar a cor do meu cabelo e, pra isso, eu tinha definido alguns momentos certos para mudar. Ás vezes eu dizia que seria no meu aniversário, mas na maioria das vezes eu pensava que o momento certo seria no início do próximo ano, e assim eu ficava adiando a mudança, procurando datas importantes para que a transformação tivesse algum motivo, algum significado por trás. "Em 2019 eu mudo!", eu dizia, mas eu também dizia isso sobre 2018, em 2017, e os motivos mudavam, mas a frase já havia se repetido em todos os anos que se passaram.

Com isso em mente, lá fui eu: mudei o meu cabelo no meio desse mês. Em maio. Numa quinta-feira. Assim, do nada. E junto com a mudança veio também uma lição. "Qual a importância dessa quinta-feira, então?" você deve estar se perguntando. E eu te respondo: nenhuma. Porque eu aprendi que não existe momento certo para se transformar. Não existe algum momento em que todos os universos vão se alinhar e você vai ouvir uma voz do além gritando "é agora!". E sim, isso é complicado, porque a gente acredita fielmente em coisas assim. 

Eu dei um exemplo bobinho aqui com o meu cabelo, mas a verdade é que eu vejo muita gente falando que vai deixar as coisas pro próximo ano, eu inclusive. E eu tô aqui para te dizer que o dia primeiro de janeiro não faz mágica nenhuma, quem faz a mágica é você. Quem tem o poder de fazer as coisas acontecerem é você, e você carrega esse poder durante os outros 365 dias do ano também. Então eu te pergunto: por que esperar o dia primeiro? Já parou pra pensar que você também pode estar inventando desculpas para si mesma, atrasando o seu próprio desenvolvimento?

Então mude, mas mude por você. Se transforme, comece aquele canal do youtube, faça academia, se inscreva naquele curso, pinte o cabelo, comece a transição capilar. Não espere dia 01/01. Trace os seus objetivos e comece a fazer o que está no seu alcance para correr atrás deles nesse momento, num quase meio de ano, num quase fim de mês.

E quem sabe assim, quando chegar no dia primeiro, você vai olhar para trás e sentir orgulho. Orgulho por não ter arrumado desculpas imaginárias. Orgulho por ter começado quando deu vontade. Orgulho por ter feito aquilo que você queria por você e pra você. Orgulho por não ter que começar do zero, porque as coisas já vão estar mais encaminhadas. Não estabeleça prazos para a sua determinação, nem uma data para começar a agir. Comece agora a ser a pessoa que você quer ser no futuro.


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27 julho 2018

TEXTO | sobre demi lovato, autoestima e empatia.

TEXTO | sobre demi lovato, autoestima e empatia.
Foto: Demi Lovato em Skyscraper
quem acompanha o blog há bastante tempo sabe que eu sou fã da demi lovato, sabe que eu já fiz loucuras pra ouvir a voz dessa mulher ao vivo, sabe que as músicas dela já me ajudaram em momentos difíceis e sabe que esse amor não é recente: quase 10 anos, pra ser mais exata. foi por isso que quando eu ouvi as notícias da internação da cantora, o meu coração despedaçou em milhares de pedacinhos. 

a demi teve vários problemas: depressão, ansiedade, bipolaridade, vício em drogas lícitas e ilícitas e transtornos alimentares, e a verdade é que uma pessoa assim nunca está curada. cada dia é uma batalha diferente, existem muitos gatilhos e se controlar perante a eles não é e nunca vai ser fácil. a demi se manteve forte por muito tempo e por um momento ela caiu. acontece, ela é humana, mas ela vai levantar de novo, não tenho dúvidas disso. mas o buraco aqui nesse texto é bem mais embaixo. eu lembro que lá nos meus 12 anos, quando vi a demi ir pra reabilitação pela primeira vez, eu me perguntava como que uma pessoa tão linda, rica, famosa, tão cheia de tudo o que todo mundo sonha em ter poderia se sentir tão mal por dentro, e na minha cabeça não fazia sentido, sabe? mas a questão é que essas complicações não apareceram do nada. não é como se ela tivesse nascido destinada a ter problemas psicológicos. tudo isso começou na infância, tudo isso começou com o bullying.

todo mundo sabe que o grande gatilho da demi foi o bullying escolar e, com a fama desde cedo, o bullying e a pressão vindo dos internautas. esse assunto tão batido, que a gente fala e fala o tempo inteiro. a gente compartilha imagens bonitinhas sobre empatia, fala que 13 reasons why é importantíssima porque nos faz refletir sobre os porquês, a gente fala sobre autoestima o tempo inteiro, sobre se amar do jeitinho que veio ao mundo. mas e aí? por que é então que parece que ninguém aprende nada com isso?


é fato que empatia e autoestima são duas palavrinhas que se conectam porque, querendo ou não, os nossos comentários fazem diferença na vida das pessoas e isso bate diretamente na autoestima, que controla indiretamente a nossa confiança e pode embaralhar todo o nosso interior. é por isso que não faz sentido pôr a culpa em quem está doente, porque, no fundo, foi a sociedade quem os fez assim, sociedade essa que é toxica e que é, pasmem: composta por nós. e é aí que a gente descobre que não tem como controlar como o outro vai agir ao ouvir as nossas palavras, mas que ao mesmo tempo, somos 100% responsáveis pelo o que e como a gente fala, por isso use os seus comentários para empoderar e se não tiver nada bom pra dizer, cale-se. a gente fala muita merda, cara. muita coisa ruim disfarçada de brincadeira, muita "brincadeira" que não liga pra como o outro se sente. a gente aprende que tá tudo bem ser tóxico, que é engraçado. mas não, não é. 

e é aquilo: o que temos feito pra mudar essa onda de ódio tão presente nas nossas vidas? você conversa com os seus amigos que diminuem os outros, ás vezes até sem querer? você policia os seus julgamentos, tenta olhar o contexto do próximo, tenta ter mais empatia? você que convive com crianças, ensina a elas que todo mundo merece alegria, que elas devem ser gentis? eu pergunto: o que você tem feito para ir contra a corrente que humilha, machuca e destrói o próximo?  eu me pergunto: o que eu tenho feito para ir contra a corrente?

o amor é maior do que a pressão para sermos perfeitos: é essa a lição que a demi nos passa, é essa a lição que ela tem tentado nos passar durante todos esses anos. vamos fazer desse acontecimento uma corrente de amor: procure uma pessoa a qual você admira nesse exato momento e a elogie. ocupe o seu tempo espalhando elogios, distribuindo coisas boas, policiando a sua vontade de julgar e tentando passar o aprendizado às pessoas que estão ao seu redor. seja amor. esse é o único antídoto para curar uma geração que está doente de ódio. 


oi gente! espero que tenham gostado da reflexão de hoje e, se gostaram, me digam aí embaixo o que vocês têm feito pra ir contra a corrente de negatividade que a gente tem visto tanto por aí. vamos encher os comentários de boas vibrações! um beijão e até o próximo post ♡

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05 julho 2018

TEXTO | falando sobre erros

TEXTO | falando sobre erros
  
Foto: Alesia Kazantceva

eu não queria escrever dessa vez. pra isso, eu me segurei até a última ponta de força, me revirei na cama por horas, tentei ignorar. tentei sentir e chorar, tentei beber e esquecer. desabafar? também, mas a sensação de estar incomodando me venceu e fez voltar atrás. então a dor continuava lá, latejando na minha cabeça e me fazendo repetir inúmeras vezes que eu sou insuficiente, que eu sou um lixo e que a minha presença é desnecessária.

eu não queria escrever dessa vez, mas sentir o meu coração apertado e não saber onde enfiar todos esses sentimentos é doloroso e, de pouquinho em pouquinho, essa sensação vai tirando o brilho dos seus olhos, ela te agride e te mata por dentro, tira todo o teu entusiasmo e faz você se sentir menor, mal, como se você fosse uma pessoa ruim e o pior é que você acredita. você acredita porque, talvez, ás vezes você tenha algumas atitudes ruins. ás vezes você vacila, faz escolhas erradas, fala as coisas sem pensar e muitas vezes, você erra. você aceita isso como uma verdade porque cresceu acreditando que um erro te desqualifica pra sempre, mas deixa eu te contar: não é bem assim não.

a gente falha, e a gente falha porque é humano. eu falhei inúmeras vezes, falhei quando disse aquelas palavras na hora da raiva, quando deixei meus amigos de lado, mesmo sem querer. quando esqueci de agradecer e apenas reclamei, quando achei que sabia o que eu tava fazendo com a minha vida, quando julguei, quando deixei o blog desatualizado por muito tempo, quando não escutei e mesmo assim queria ser ouvida, quando não dei uma moedinha pra aquele morador de rua. eu já falhei com meus pais, amigos e o mais doloroso de tudo: comigo mesma. falhei, falhei e falhei, mas no fim de todas essas vezes, eu aprendi e sigo aprendendo.

errar é o que faz de você, você. porque é com os erros que você aprende, cresce e amadurece. então permita-se errar, não de propósito, claro, afinal é óbvio que falhar não é legal, assim como é óbvio que cometer o mesmo erro várias vezes e pedir desculpas depois não resolve nada e que tudo isso depende da gravidade do seu erro. por isso é importante que você não deixe os erros tomarem conta da sua vida, mas quando eles decidirem aparecer, use-os ao seu favor: respire fundo, peça desculpas, sofra as consequências, aprenda com isso e tente, do fundo do seu coração, não fazer de novo. ás vezes a gente demora pra aprender, outras é mais rápido, tudo faz parte de um processo, porque assim como nós só sentimos dor porque estamos vivos, nós só erramos porque estamos, de fato, vivendo e viver é difícil pra caramba, cara, você vai tropeçar e errar muitas vezes ainda. 

então eu juro que eu não queria escrever dessa vez, mas ainda bem que escrevi. porque quando eu jogo umas palavras aqui nesse espacinho pra vocês, acaba sendo uma terapia pra mim também, e assim a gente lembra juntos que, no fim das contas, tá tudo bem e isso é só a vida nos ensinando umas lições que vão ser muito importantes pra pessoa que a gente vai ser no futuro.
oi, gente! tô sumida, eu sei. tô passando por um momento de muita instabilidade e acabei me afastando um pouco de tudo, mas devagarzinho eu vou voltando, vocês sabem que eu não consigo ficar muito tempo longe daqui. enfim, fui o mais vulnerável e sincera possível nesse desabafo e espero ajudar alguém por aí tanto quanto me ajudei ao pôr esses sentimentos pra fora ♡
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08 março 2018

FEMINISMO | 5 coisas que eu aprendi com o movimento

FEMINISMO | 5 coisas que eu aprendi com o movimento
Ilustração: Marquestalita
OI, AMORES! Hoje, 8 de março, é conhecido mundialmente como o Dia da Mulher, o dia em que nos recebem com rosas e bombons em todos os lugares, mas a verdade é que hoje (assim como todos os dias) não é apenas um dia pra se receber lembrancinhas, mas sim um dia pra pensarmos, refletirmos e acharmos um jeito de melhorar a situação das mulheres do mundo inteiro, afinal, não adianta nos dar flores hoje e amanhã nos jogar espinhos, entendem? O que me fez entender isso foram diversas pessoas à minha volta e, principalmente, um movimento que abriu os meus olhos pra muitas coisas: o feminismo. Eu comecei a entender melhor sobre isso lá em meados de 2014 e, desde então, sinto que tenho crescido muito como pessoa e, principalmente, como mulher. E claro, já que hoje é o nosso dia e tem tudo a ver, eu decidi mostrar aqui algumas coisinhas que aprendi - e sigo aprendendo - com o feminismo, vi esse estilo de post pela primeira vez lá no Quebrar O Silêncio e achei válido trazer pra cá. Bora lá?

Como eu disse, eu comecei a entrar de cabeça no mundo do feminismo lá em 2014, quando duas amigas minhas apresentaram um trabalho escolar sobre o assunto e eu lembro direitinho de mim pensando: "Cara, isso tudo faz muito sentido!". Essa também foi a época em que eu tava começando a aceitar o meu corpo porque em 2013 eu tinha desenvolvido um ódio muito grande pela minha magreza. O movimento teve, então, um papel muito grande na minha autoaceitação porque o rolê feminista preza muito pelo body positive e pelo amor próprio e isso foi muito importante pra eu entender que eu era linda do meu jeitinho. Pra falar a verdade, acho que essa foi a primeira lição que eu tive com o feminismo e de lá pra cá, foi só mais conhecimento!


Eu nunca fui uma pessoa que curte discutir e, na verdade, continuo não sendo. Mas com o tempo aprendi que problematizar é muito necessário pra gerar algum tipo de reflexão em cima de determinado assunto, sabe? E é claro que na internet da vida existem problematizações desnecessárias, mas isso não exclui o fato de que pensar nos problemas que nós temos e tentar buscar soluções pra eles é algo extremamente importante. Outra coisa que eu aprendi também é que problematizar não é, necessariamente, sinônimo de briga. Dá pra problematizar sem brigar, apenas tendo uma discussão saudável com quem tem opinião diferente da sua e tá com a mente aberta e disposta a receber outros pontos de vista. O importante mesmo é fazer todo mundo pensar.

Essas quatro palavrinhas aqui se relacionam e são muito importantes. Quando a gente vive na nossa bolha, nós acabamos não percebendo que o mundo é muito maior do que o nosso ciclo social e que existe uma coisa chamada contexto. Cada indivíduo vive em um contexto totalmente diferente do seu, passa por coisas totalmente diferentes, tem acesso a informações e oportunidades que podem ser diferentes das suas e por isso, é importante ter empatia pra tentar compreender minimamente a vida  e as escolhas do outro. Seguindo essa mesma linha de pensamento, quando estamos ali com o nosso ciclo social em que é todo mundo meio parecido, nós simplesmente esquecemos que o privilégio existe, e quando a gente se dá conta dessa existência e assume que em algumas coisas nós somos, sim, mais privilegiados do que outros, é muito mais fácil usar isso ao nosso favor pra ajudar quem não tem as mesmas oportunidades. Junto a isso tudo, nem precisa falar porquê o respeito é uma das palavras chave, né? Feminista ou não, respeito é uma palavrinha que tem que estar na vida de todo mundo.

É claro, isso é algo que todo mundo já sabe, mas quando se começa a trazer isso pra vida de verdade, é uma maravilha. A menina quer brincar de carrinho? Deixa ela! O garoto beijou um menino? E daí, gente. A garota tá comprando na seção masculina? Quem liga, mores. Nós somos pessoas autênticas com gostos diferentes e é isso que nos faz especiais. Nos colocar numa caixinha dizendo o que a gente pode ou não ser, usar e amar não faz sentido. Desde que não faça mal pra você nem pra ninguém, não tem porquê se importar com o jeito que os outros levam a vida, entendem? Eu sou dona de mim, você é dona de si, nós somos donos dos nossos corpos e é isso aí.


Deixei por último pra fechar com chave de ouro, né não? O feminismo me fez abrir os olhos e perceber que, sim, nós realmente somos criadas pra ver a coleguinha como rival e isso é visível em várias situações. Somos ensinadas a nos odiar por tudo, a querer ser a mais gostosa, a mais popular, a mais bonita. Botaram na nossa cabeça que ter amigos do sexo masculino é muito mais cool do que ter amigas mulheres porque "mulheres são falsas". E ó, pega algum filme clichê aí e me diz: o plot envolve competição feminina? Eu duvido que a resposta seja não. E quer saber? Isso não é ok! Eu aprendi que rivalidade feminina não vai nos levar a lugar nenhum e que daora mesmo é se unir. Então valorize as suas amizades femininas, valorize as mulheres à sua volta porque nós merecemos! Seja, principalmente, uma mulher que levanta outras mulheres.


E cabô! Compartilhem aí embaixo as coisas que vocês também aprendem diariamente com grupos/movimentos sociais, eu vou adorar ler tudo e aprender também. E um feliz dia da mulher pra todas nós, que o nosso presente seja, hoje e sempre, muito respeito!

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12 dezembro 2017

TEXTO | Eu tô mal (mas vai ficar tudo bem)

TEXTO | Eu tô mal (mas vai ficar tudo bem)
Foto: Maranatha Pizarras
01h17 da madrugada nesse exato momento. Eu levantei da minha cama quentinha enquanto ouvia Wait da M83 nos fones e fui pegar o computador pra escrever e, sabem, fazia tempo que eu não tinha essa vontade. Talvez tenha sido a música, as lágrimas ou o fato de eu ter chorado no meio de uma festa semana passada e, hoje, por um motivo bobo na frente dos meus pais. Talvez tenha sido só o turbilhão de coisas que eu tô sentindo ao mesmo tempo, mas algo me fez abrir essa página em branco e querer preenchê-la com algumas palavras, mesmo que eu nem saiba onde isso vai dar.

Eu já li vários comentários de vocês falando que eu pareço ser uma pessoa muito positiva e alto astral, e eu sou, mas não o tempo todo. E eu me sinto mal por isso, mesmo sabendo que é natural do ser humano se sentir pra baixo. E aí eu me sinto mal por me sentir mal, e eu sei, é bobo. Mas a verdade é que já fazem algumas semanas que eu me sinto assim, eu tenho segurado e tentado esconder, só que hoje eu transbordei. Não sei se vocês perceberam, mas a quantidade de posts diminuiu bastante por aqui e eu tenho vários posts nos rascunhos, só que nenhum me satisfaz, parece que eu não sei mais fazer nada direito. O meu ritmo de estudo também diminuiu porque ultimamente a única coisa que eu sinto é que eu sou muito burra. Eu tenho me afastado dos meus amigos porque não quero que eles se preocupem comigo. Tenho me sentido inútil, desvalorizada e insuficiente, mas é aí que tá: talvez eu também não esteja fazendo nada pra mudar isso. 

E esse post, eu acho, é um lembrete pra vocês e pra mim de que, sim, tudo bem não estar bem, mas não tá tudo bem em não fazer nada pra mudar a situação. Ás vezes a gente não consegue, ou não depende de nós, eu sei, mas se existe alguma faísca de possibilidade, dá pra tentar. E isso pode acontecer aos poucos. Fazer algo não significa ficar feliz instantaneamente, isso acontece seguindo passos e fazer algo é o primeiro deles. Pode ser falar com alguém que você confia sobre isso, pode ser fazer um chá, escrever, chorar até a cara ficar inchada ou meditar, talvez? Sei lá. O primeiro passo é diferente pra cada pessoa. O importante é não se deixar levar. Não é porquê você está no chão que deve continuar ali, entende?

Esse post é um lembrete de que só a gente controla a própria vida e tá nas nossas mãos o poder de direcioná-la pra onde a gente quer ir. E isso eu falo não só pra vocês, mas principalmente pra mim, pra na próxima vez que eu me sentir assim eu vir aqui ler essas mesmas palavras. Sendo sincera, esse texto todo é meio egoísta, sou eu mesma dando uma lição de moral em mim. Dizendo: "Gabi, a gente vai até o fundo do poço pra quando chegarmos no topo, sabermos o quanto aquilo é valioso, sabe?"

01h35 da madrugada nesse exato momento. E ta aí, agora eu descobri porquê me bateu essa vontade louca de escrever. Escrever me faz bem, me faz encontrar a saída no meio do labirinto e soluções pra problemas que parecem impossíveis. Minha vida continua uma bagunça, é claro. Mas eu fiz alguma coisa, botei pra fora de algum jeito, e sinceramente? Eu já me sinto mais leve. 

Eu podia não publicar essa postagem porque ela é muito pessoal e eu sei que, provavelmente, muitas pessoas que eu conheço vão ler isso, mas aqui é o meu cantinho favorito e meus leitores são meus amigos, então se vocês já conhecem o meu lado positivo e alto astral, é justo que me conheçam por inteiro. Talvez tenha alguém aí se sentindo insuficiente também, e eu não sei se te ajudei de alguma forma, mas já é bom saber que você não está sozinho, certo? É bom ter alguém pra te lembrar que é a gente que tem o poder de fazer alguma coisa para que a nossa vida não se torne um fardo. O negócio é que nós queremos tanto salvar o mundo, que acabamos nos esquecendo de que tá tudo bem se a gente salvar apenas uma pessoa. E tá tudo bem se essa pessoa for, simplesmente, nós mesmos. Então amanhã você faz assim, acorda, respira fundo, faz o que tiver que fazer e, quando der, faça algo que te faz bem. Uma coisa pequena. Um passo de cada vez. Eu tento aqui e você tenta aí, fechado? 
Pra quem leu até aqui: obrigada, mesmo. Agora me contem, o que vocês fazem pra sair da bad? Ajudem a blogueirinha aqui a começar o próximo ano de bem com a vida. 

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Pra você | 5 dicas para ser mais positiva
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16 agosto 2017

PRA VOCÊ | 5 dicas para ser mais positiva

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Foto: Allef Vinícius
ALÔ, MANAS! Tudo bom com vocês? Sempre que eu faço algum post e menciono a positividade e o poder dela, sempre tem alguém que comenta que queria ser mais positivo e não consegue. É claro, eu não sou a pessoa mais positiva do mundo, aliás, ainda sou bem pessimista de vez em quando (sou capricorniana, né mores), mas há muito tempo tenho tentado mudar isso e ver o lado bom das situações, e posso garantir que quando a gente faz isso, ficamos até mais leves. É claro, não sou nenhuma psicóloga ou expert no assunto, mas separei algumas dicas que funcionaram e ainda funcionam comigo e espero que funcione com vocês também. Afinal, já tem muita negatividade no mundo, não precisamos disso dentro da gente também, né?

E pare de se cobrar tanto também. Se tem uma coisa que eu aprendi nesses 19 anos, foi que se comparar nunca é saudável, porque você sempre vai estar superior ou inferior a alguém e se sentir feliz por estar acima ou triste por estar abaixo de outra pessoa não vai fazer nada além de ferrar com a sua saúde mental. Então não se compare e não seja tão dura consigo mesma, aliás, comece a usar essas pessoas com as quais você se compara como inspiração. É muito melhor olhar a foto de alguém bem sucedido e pensar "Se essa pessoa conseguiu, eu também consigo!" do que pensar que deveria ser você no lugar dela, entendem a diferença? Além de ser um pensamento muito mais saudável e positivo, ainda vai te motivar a se esforçar pra alcançar os seus objetivos.
Parece bobo, mas simplesmente agradecer e avaliar tudo o que a gente tem também é uma forma de nos tornarmos mais positivos. Ás vezes parece que nada de bom acontece com a gente, só com os outros (de novo a coisa de se comparar), mas eu garanto que acontece sim. Uma coisa que me ajudou muito em um momento que eu tava me sentindo um verdadeiro lixo e não conseguia enxergar nenhum momento bom foi fazer uma jarra da felicidade. Pra quem não sabe o que é, eu explico: é só pegar um recipiente pra guardar alguns papeis, pode ser um pote, um baú, uma caixinha qualquer (no meu caso, eu peguei um pote de vidro com tampa), e sempre, todos os dias, anotar pelo menos uma coisa que te fez sorrir naquelas 24 horas em um pedaço de papel e depois colocar dentro do seu pote/baú/caixa. Pode ser uma música que te fez sentir bem, uma conversa com alguém na sala de espera do consultório médico, um abraço, o jeito que o seu cachorro te recebeu quando você chegou em casa. Qualquer coisa. No fim do ano, quando você abrir aquele pote, você vai perceber que aconteceu muita coisa boa e que você sorriu diversas vezes, embora não pareça. Acreditem em mim, eu fiz isso em um ano bem complicado e me fez muito bem, achei que não ia ter momento algum pra colocar na jarra, e no fim, ela quase transbordou de tanto papel. Você vai perceber que tem muito pelo que agradecer e que a vida não é tão ruim quanto parece.

As pessoas confundem muito ser positivo com ser feliz 100% do tempo e eu tô aqui pra dizer que uma coisa não tem nada a ver com a outra. Acho que ser positivo tem muito mais a ver com aceitar as suas dores, senti-las e aí sim pensar em uma solução pra elas. Ninguém é feliz o tempo inteiro e é essencial ter noção disso porque se a gente fingir ser algo que não é, é capaz de isso nos sobrecarregar e a gente acabar ficando mais pra baixo ainda, o que não é nada saudável. Por isso abrace as suas dores, respire fundo e perceba quando é hora de ligar pra alguém e desabafar, jogar tudo pra fora, porque pra ter espaço pros sentimentos bons, é necessário expulsar os ruins de dentro da gente quando esses aparecerem. Guardar sentimento só acumula, e o acúmulo pesa.


Olha, honestamente, não existe coisa melhor do que isso! Parece uma dica óbvia, mas ás vezes mantemos pessoas tóxicas na nossa vida por costume, por não conseguirmos nos desvencilhar delas ou ás vezes porque simplesmente não enxergamos que ela nos faz mal mesmo (os relacionamentos abusivos tão aí pra nos provar isso, né?) isso acontece muitas vezes porque aquela pessoa já nos proporcionou momentos bons no passado, mas quando ela começa a te fazer sentir mal e andar com ela passa a ser um fardo, é melhor se afastar. Sabe aquele "amigo" que só te deixa pra baixo o tempo inteiro? Talvez seja melhor repensar. Aquele namoro que tá acabando contigo e te faz chorar mais do que sorrir? Talvez seja melhor repensar. É claro, você não precisa excluir a pessoa da sua vida de imediato, ás vezes uma conversa sincera ajuda, mas se nem isso der certo, a melhor opção é abandonar essa relação mesmo. Você precisa se cercar de coisas boas e o mesmo vale pra pessoas. Um relacionamento (seja ele de amizade, namoro, etc) deve ser recíproco e, se ele não tem te proporcionado nada além de dor de cabeça, talvez seja melhor parar
A dica mais importante, mas que também é a mais difícil de todas. Não existe uma fórmula mágica pra isso acontecer e não acontece da noite pro dia, é um processo longo, complicado e diferente pra todo mundo, mas quer saber? Eu acredito que cada uma das dicas anteriores é um passo pra mais perto do amor próprio, por isso eu as considero tão importantes. É importante sabermos que somos lindos (por dentro e por fora) e únicos, e eu sei que ter consciência disso não é fácil, mas ver a vida de um modo mais positivo é um dos passos pra isso acontecer, e de pouco em pouco, a gente consegue, você consegue. 

E cabô! Eu espero que vocês tenham gostado das dicas, não é nada demais, mas ás vezes precisamos ser lembrados de coisas assim, né? Espero que ajude vocês, um cheiro ♡

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19 junho 2017

TEXTO | Mulher, tu é incrível

TEXTO | Mulher, tu é incrível
Foto: Tiko Giorgadze
Ei mulher, hoje eu quero que tu saiba que tu é incrível. Aliás, não só hoje, mas todos os dias. Eu quero que tu entenda que tu é singular, sem igual, é única e especial. Eu quero te bombardear com elogios porque você deveria ouvi-los todos os dias e quero te relembrar de algumas coisas que deviam estar tão gravadas na tua mente quanto a letra da tua música favorita. 

Pois então, mulher, tu é incrível. E o teu corpo é o teu lar, então cuida bem dele, viu? Cuida de cada detalhe e se trate como uma princesa pelo simples motivo de que você merece. Eu quero te lembrar também que o teu corpo é só teu, e que ninguém possui o privilégio de toca-lo sem a tua permissão, pelo simples motivo de que não é não

Mulher, tu é incrível, e nem as tuas estrias, nem tuas marcas, muito menos o teu peso deviam te incomodar. A verdade é que nos fizeram acreditar que existe um ideal de corpo perfeito, quando o único ideal que deveríamos estar seguindo é aquele que nos diz que todas devemos ser felizes. Então seja magra ou seja gorda, se houver um sorriso no teu rosto, o resto que se exploda.

Mulher, tu é incrível, e devia entender que como você ama a si mesma é como você ensina todo mundo a te amar. Li essa frase em um livro muito bonito e ela fez tanto sentido que precisei incluir aqui. A verdade é que o amor próprio é sempre recíproco. A gente se ama e recebe um bocado de coisa em troca, como confiança, felicidade e luz que emana, que nos deixa diferentes e mais sorridentes, porque quando a gente se ama de verdade, a gente brilha e acaba com toda a ruindade.

Ô mulher, tu é incrível, e devia saber que o que os outros pensam de você, diz mais sobre eles, do que sobre a tua pessoa. Se fulano se incomoda com qualquer característica tua, pode ter 100% de certeza que quem tem algum problema é ele. Digo isso porque sei que gente feliz não se incomoda com a vida dos outros não, gente feliz não espalha ódio e gente feliz não tenta derrubar ninguém. Então se algum dia uma pessoa tentar te fazer mal, olha bem pra cara dela e mostra que o teu coração não tem espaço pra ódio. Apenas seja superior, reaja com amor. 

Mulher, tu é incrível, e é seu direito poder ser como você quiser, amar quem quiser e usar o que quiser. Seja mãe, seja filha, seja avó ou tia, seja do lar, da rua, do bar ou da lua. De qualquer jeito, você não precisa seguir a última moda e muito menos se adequar ao que a sociedade te impõe. Você não tem que ter 1000 seguidores no Instagram ou se pressionar pra estar em um relacionamento. Você não precisa se vestir de um jeito "Tumblr" ou usar o seu cabelo do jeito que a sociedade quer. O que você precisa, de fato, é lembrar que não é obrigada a nada, é saber que você é importante e que a sua presença sempre faz falta.

Hoje, eu só queria que tu acreditasse em todas essas palavras, porque mulher, tu é incrível, e devia ter total consciência disso, sem precisar ser lembrada.
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Texto | Ei tu, vamos espalhar coisas boas?
Texto | Vamos falar sobre dias difíceis?
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15 março 2017

TEXTO | Ei, tu, vamos espalhar coisas boas?

TEXTO | Ei, tu, vamos espalhar coisas boas?
Foto: Allef Vinicius 
Eu tenho mania de escrever sobre desilusões e coisas tristes e profundas, e se você der uma olhada nos textos daqui, vai reparar que é verdade. Essas coisas tristes, geralmente, ficam bonitas pra caramba quando colocadas em um texto, mas sentimentos assim ficam bonitos só no papel mesmo (ou na tela do computador), e na vida real, não é bem desse jeito. Bonita de verdade é a sensação de prazer que a gente sente quando faz alguém rir. Bonito de verdade é ver o sorriso que as pessoas abrem quando recebem um elogio. Bonito de verdade é o tanto de carinho que a gente sente quando tá dentro de um abraço. 
Sabe quando você se sente tão bem em ter ajudado alguém que quando aquela pessoa agradece parece que você acabou de ganhar o mundo inteiro? Ou quando você tá rodeada de amigos e pessoas do bem, simplesmente conversando e rindo, tendo um momento de felicidade pura? E quando você consegue alguma coisa pela qual estava batalhando há algum tempo e é inevitável se sentir no topo do mundo? Pois então, é disso que eu tô falando. A nossa geração é campeã em levar tudo ao extremo, principalmente quando não são coisas tão boas assim. A gente banaliza doenças sérias como depressão e ansiedade (é só ver nos tumblrs da vida) e o ódio gratuito rola solto pelas redes sociais. Em tempos assim, ações como "o fulano devolver a carteira com dinheiro de sicrano" são tão raras que se tornam notícias. No-tí-ci-as. Algo que devia ser, pelo menos na minha percepção, o normal e o que todos deviam fazer. 
Mas e se a gente decidisse, de uma vez por todas, ser campeões em levar tudo de bom ao extremo? Banalizar, sei lá, as boas ações? E se ao invés do ódio gratuito, nós distribuíssemos amor? Se a gente passasse metade do tempo elogiando as coisas que a gente gosta ao invés de gastar esse tempo jogando ódio gratuito nas coisas que não nos agradam, eu tenho certeza de que o mundo seria um pouco melhor. Porque que você, você mesmo, que fica achando que as celebridades fazem tudo por marketing, não vai lá e faz também? Rihanna já disse: "se você tem um centavo, você tem muito" e é a mais pura verdade. Pode ter alguém precisando daquela roupa que você não usa mais, aquela que tá no fundo do armário, sabe? Pode ter um amigo precisando de conselhos por aí. Pode ter uma pessoa precisando urgentemente de um elogio, ou algum desconhecido que precise ouvir um "bom dia" na rua. Por que não? Não é preciso muito pra ajudar e fazer alguém sorrir de novo, e muitas vezes, um ombro amigo e palavras de conforto, ou talvez um silêncio que grite "ei, tô aqui do teu lado se você quiser falar" já bastam. O mundo tá cheio de gente ruim, não precisa de mais, mas também tá cheio de gente boa por aqui. O importante é lembrar que se você é e está rodeado de pessoas boas, tá ótimo, continue assim, mas se você ainda não encontrou uma, seja uma.
E por hoje é só, amores, mas antes de ir queria agradecer porque a página do LG finalmente chegou a 200 curtidas, que coisinha mais linda! Obrigada aos envolvidos, tá?
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08 fevereiro 2017

TEXTO | Vamos falar sobre dias difíceis?

TEXTO | Vamos falar sobre dias difíceis?
fotinho da página Doses Diárias de Amor e Respeito Próprio no facebook.
O texto a seguir foi escrito por uma menina frustrada por não ter passado no vestibular que ficou chateada e tentou transformar tudo isso em um texto motivacional. Se funcionou? Não sei, mas espero que ajude algum de vocês. Enquanto isso deixo o recado: cuidado com a maior drama queen do século XXI (no caso, eu).
Têm dias que não são fáceis. Tem dias que parece que tudo vai dar errado e que as coisas nunca vão se ajeitar. São dias em que nós não entendemos o que está acontecendo, dias em parece que o mal vence o bem, que o ódio vence o amor e que todo o esforço que você já fez na vida foi em vão. Você se sente desvalorizado, desmotivado, sem ânimo, sem chão. São esses dias que nos fazem chorar, querer sumir, deitar na cama e ficar lá por horas e horas assistindo séries e comendo brigadeiro de panela, o que, infelizmente, nem sempre é possível. Enfim, vamos ser sinceros: tem dia que, honestamente, é foda.
Mas aí você pensa: poxa, quantos dias difíceis eu aguentei até aqui? Quantas notícias ruins, notas baixas, sentimentos complicados e quantos tapas na cara a vida já me deu? Se parar pra somar, você vai ver, o resultado vai ser bem alto. E onde eu quero chegar com isso? Eu quero chegar aqui e dizer pra você olhar pra si mesmo, se encarar no espelho e lembrar de todos os dias complicados que você já passou. Lembrou? Então, você aguentou todos eles. E adivinha? Quando esses problemas estavam na sua vida, você jurava que era o fim do mundo, mas na verdade, não era não. Você pegou os problemas e lidou com cada um deles de uma maneira específica, e algum tempo depois, foi capaz de superá-los e deixá-los pra trás. Foi você quem fez isso, ninguém mais. 
O que eu quero dizer é que esses dias existem, e vão existir outros porque ainda não inventaram uma fórmula mágica pra ser feliz o tempo todo e de vez em quando a vida decide nos dar uma rasteira. Mas esses dias chatinhos são necessários, mesmo, de verdade, porque são com eles que nós aprendemos a dar a volta por cima. Aliás, eu juro que você é capaz de superar todos eles de alguma forma, mesmo que não pareça. Você é capaz de levantar quando cair e lutar quando for preciso. É só se lembrar de todos os problemas que você já venceu. Então não se martirize por algo que não vai importar daqui um ano, apenas concentre sua energia na superação e lembre-se de que você é quem escreve a sua própria história, e só depende de você decidir se esse personagem principal vai permanecer no chão ou levantar e seguir em frente.

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Texto: A sua bagunça se organiza em mim
Texto: Tudo bem não estar tudo bem 

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21 dezembro 2016

TEXTO | A sua bagunça se organiza em mim

TEXTO | A sua bagunça se organiza em mim
Já faz meia hora. Fazem trinta exatos minutos que eu observo essa folha em branco e tento colocar alguma palavra nela, alguma coisa que faça sentido, algo que expresse o que eu estou sentindo, no entanto, não consigo. Escrevo, escrevo e acabo dizendo nada. Apago. Escrevo de novo e fica tudo uma bosta. Uma vez ouvi dizer que escrever faz bem, que expulsa os seus demônios e te faz sentir melhor, mas o que acontece quando os seus sentimentos são tão embaralhados e confusos, que nem em palavras você consegue organizá-los?
Me diz, o que eu faço? Como eu vou descrever uma coisa que eu nem ao menos sei o que é? Você consegue enxergar o que você faz comigo? Me deixa assim confusa, embaralhada, toda errada, mas não de um jeito ruim. Você mexeu comigo desde o primeiro segundo em que entrou na minha vida. Você virou tudo de cabeça pra baixo, bagunçou tudo por aqui, e eu não estou falando apenas da minha cama. Achei que o certo seria procurar outra pessoa, e eu tentei, juro que eu tentei, mas nenhuma delas me fazia sentir borboletas no estômago, nenhuma delas me deixava sem palavras e, com certeza, nenhuma delas me provocava um misto de sentimentos igual você faz.
Acabei descobrindo, afinal, que o errado era o certo; que o amor é essa loucura toda de sensações e sentimentos diversos, todos embaralhados aqui dentro. Quem diria? Logo eu, que gosto de ter tudo organizado e das coisas no seu devido lugar, descobri que a sua bagunça se organiza em mim e que eu me bagunço um pouquinho em ti, acabei me encontrando nessa bagunça. Acabei, por fim, me encontrando em você. 


Oi, amores! No último texto vocês falaram que queriam ver mais textos meus no blog, então aqui está mais um textinho (pequeno, mas bem amorzinho) pra vocês. Espero que tenham gostado! Mas e aí?  já encontrou aquela pessoa que te bagunça?

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27 outubro 2016

TEXTO | Tudo bem não estar tudo bem

TEXTO | Tudo bem não estar tudo bem
Foto: Rawpixel
Ei, tá tudo bem com você? Não? Tudo bem. É sério. Tudo bem não estar bem. Ninguém é feliz 365 dias por ano. Ás vezes nós precisamos de um momento nosso, de uma música triste e colocar pra fora o choro que está guardado aqui dentro já faz semanas. Não vou te dizer para ficar calma, nem para colocar um sorriso no rosto e fingir que seus problemas não existem, mas sabe o que você pode fazer? Um chá (ou um café, o que você gosta mais), pode assistir um filme que você gosta, colocar uma música que te faz bem. Você pode gritar, pode comer chocolate e pode chorar, mas chora mesmo, coloca tudo pra fora. Não é errado se sentir mal, não é errado deixar as lágrimas correrem no seu rosto. Errado é ficar guardando sentimentos ruins dentro de você, entende? 

Ei, tá tudo bem? Não? Por que? Não venha me dizer que "não é importante" ou que "não é nada". Se te faz mal, é porque importa sim. Me conta. O problema é que você já está nos 20 e poucos e ainda se sente perdida? Tudo bem. Sabia que aos 23 anos a Oprah Winfrey tinha acabado de ser demitida do primeiro emprego? E você sabia que, aos 20 e poucos, o Walt Disney declarou falência? Te garanto que essas pessoas também não estavam se sentindo bem naquela época, mas tudo se ajeitou no tempo certo, assim como vai acontecer com você.

Ah, você se olha no espelho e não gosta do que vê? Tudo bem também. Amar a si mesma é uma revolução. Você é linda, só não sabe disso ainda porque é tanta mídia nos passando a ideia de que existe um padrão de beleza, que a gente acaba acreditando mesmo. Sabe o que você faz? Continua se olhando no espelho, procura algo que goste em você, destaque isso. Não se esconde, tenta se amar e seja gentil com você mesma. É um trabalho difícil e leva tempo, mas você consegue.

Ei, vem cá, tá tudo bem? Não? Mas vai ficar. Eu te prometo. Você, provavelmente, ainda vai passar por dificuldades antes de se sentir totalmente feliz, e quando você estiver feliz, ainda haverão alguns dias tristes, porque nenhuma vida é 100% perfeita e não tem problema nenhum nisso. Mas quando os momentos difíceis chegarem, você já sabe, pega o seu livro favorito e lê de novo, conversa com aquela pessoa que te faz bem, conte as coisas pra ela.

Te rodeia com o que te faz feliz, e coloque as coisas pra fora, por favor. Seja escrevendo, gritando, compondo, dançando ou só chorando mesmo. Mas tira de dentro de ti os sentimentos ruins. E aí vai chegar um dia que você vai entender que tudo bem não estar tudo bem, porque uma hora as coisas se ajeitam. Talvez essa hora não chegue hoje, talvez não chegue amanhã, talvez não chegue nem mesmo esse ano. Mas vai chegar, e nesse momento, você vai sentir um alívio enorme em dizer, verdadeiramente, que sim, tá tudo bem.


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01 julho 2016

TEXTO | Nem tente enganar seu coração

TEXTO | Nem tente enganar seu coração
Fonte: Tumblr/Google Imagens
Talvez a gente se encontre mais uma vez no futuro, daqui uns 10 ou 20 anos. Vamos estar com as vidas ganhas, ou talvez ainda no caminho para ganhá-las. Pode ser para tomar um cafezinho, na reunião de ex alunos ou simplesmente uma trombada na rua, não faz diferença, de qualquer modo, meu coração baterá mais forte, o universo todo entrará em conflito e um filme passará na minha cabeça. Todas as marcas voltarão e todas as cicatrizes se abrirão novamente. As memórias, sejam elas boas ou ruins, voltarão à tona. Pararemos para conversar e escutarei suas palavras com um sorriso no rosto e com uma pontada de tristeza lá no fundo, ficarei surpresa com o tanto de coisas que temos que contar um ao outro e acharei estranho o fato de que a primeira pessoa para a qual eu costumava contar todos os meus segredos, não sabe mais nada sobre a minha vida. Como... Como isso acontece? Como deixamos chegar a esse ponto? São perguntas que passam pela minha cabeça enquanto nossa conversa flui. O inesperado encontro não durará nem meia hora, afinal, não temos mais assuntos em comum e o silêncio entre nós não será mais confortável como era quando costumávamos descansar no seu quarto. Será estranho, assim como o que nos tornamos um para o outro. Mero estranhos, conhecidos que sabem dos maiores medos, segredos e fraquezas um do outro... Nos despediremos de uma maneira meio desengonçada, quase sem graça, afinal, é estranho dar apenas um abraço na pessoa que você costumava beijar, depois iremos embora em direções opostas. Eu olharei para trás, mas você não. É claro. Você sempre superou tudo mais rápido. Depois do nosso encontro o dia passará mais devagar, meus olhos ganharão um brilho a mais e meu coração será recheado com uma pitadinha de tristeza por não te ter mais aqui, uma colher de chá de felicidade por ter te encontrado e, embora eu não goste de admitir, uma colher de sopa bem grande de saudade. Quando a noite chegar, me darei conta de que ainda te amo. Não do mesmo jeito, não do modo romântico, mas ainda será amor, afinal, o primeiro a gente nunca esquece. Passarei os próximos dias tentando passar a perna no coração e mandando o tempo agilizar a cura do mesmo. Mal saberei eu que, o tempo não curará nada, eu que vou me acostumar com a saudade, mas ela vai continuar ali... Sempre vai. Porque eu posso evitar pensar em você por horas, mas no fim do dia, quando estiver tudo escuro e quieto eu vou pensar em você, querendo ou não. Não se pode enganar o coração.
Fazia tempo que eu não atualizava a categoria de textos aqui no Like Gabs, né? Encontrei esse devaneio perdido e decidi compartilhar com vocês. Espero que tenham gostado ♡
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Texto: Só mais uma
Texto: Cuida de mim (o meu texto favorito!)
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